CRONOLOGIA DENTÁRIA COMO INDICADOR DE PRECOCIDADE DE BOVINOS E BUBALINOS
ABATIDOS EM MATADOUROS DO MUNICÍPIO DE SÃO LUIS – MA.

Orientado:
William de Jesus Ericeira MOCHEL FILHO – Bolsista FACT/PIBIC.
Acadêmico do Curso de Agronomia – CCA/UEMA.

Orientador:
Francisco Carneiro LIMA
Prof. M. Sc. do Depto. de Zootecnia – CCA/UEMA.

1. INTRODUÇÃO

O Brasil possui todas as condições ambientais favoráveis e tem elevada disponibilidade de terras para o desenvolvimento da atividade pecuária em quase todo o seu território (ANDRIGUETTO, 1983). São notórias, as propriedades explorando várias espécies domésticas e de diferentes raças ao mesmo tempo, entretanto seus índices de produtividade são baixos quando comparados com índices de outros países (GONÇALVES & BLISKA, 2000). No tocante a pecuária bovina no Brasil, a previsão da taxa de abate no ano de 2003 foi de 35,5 milhões de cabeça, o que representaria uma taxa de desfrute de 20,82%, uma baixa porcentagem, ainda abaixo da Argentina com 27,00% e dos Estados Unidos com 37,00% (IBGE, 2003).

Segundo dados do IBGE (2002), o rebanho bovino do Brasil era da ordem de 168.200.000 de cabeças. No Maranhão, em 2001 o rebanho bovino estava estimado em um efetivo de 5.000.000 de cabeças. Os maiores rebanhos maranhenses estão localizados no Oeste do Estado onde se encontram as microrregiões de Imperatriz e Pindaré que apresentaram efetivos de 1.067.750 e 703.598 de cabeças respectivamente. Os municípios de Açailândia, Imperatriz e Santa Luzia são os detentores dos maiores rebanhos.

A pecuária bubalina tem-se propagado em todas as regiões brasileiras. Os registros existentes na Associação Brasileira de Criadores de Búfalos mostram que esses animais foram introduzidos no país no final do século XIX, mas só ganharam projeção durante as últimas décadas. A Bubalinocultura brasileira já é uma realidade, apresentando um efetivo de aproximadamente 3.000.000 de cabeças, o que torna a criação de búfalos no Brasil como a mais expressiva localizada fora do continente asiático (GENERALIDADES..., 2003).

Segundo dados do IBGE (2002), do quantitativo nacional o Maranhão detinha 64.574 cabeças das 95.561 contabilizadas no Nordeste. Do efetivo Maranhense, 48.307 estavam localizados na Baixada Maranhense. Os municípios de Viana com 11.890 cabeças, São João Batista com 8.080 cabeças e Olinda Nova do Maranhão com 7.826 cabeças possuem os maiores rebanhos do Estado.

O búfalo teve seu ápice no Maranhão a partir dos anos 60, principalmente na região Ocidental Maranhense, onde o programa “BUBALINIZAÇÃO DA BAIXADA MARANHENSE” promoveu a introdução de 500 matrizes vindas do Estado do Pará no intuito de substituir os bovinos por bubalinos visto que os búfalos eram mais adaptados aos campos alagados que os bovinos. Na década de 70 um programa decidia a substituição de 2% do rebanho bovino existente na Baixada, por Bubalinos (VALE, 1995).

Das várias raças existentes no mundo, o Brasil possui quatro (Murrah, Mediterrâneo, Jafarabadi e Carabao) que são reconhecidas pela Associação Brasileira de Criadores de Búfalos.

Diversos autores em diferentes partes do mundo tem destacado a importância do búfalo como animal produtor de carne e leite.

FONSECA (1987) relata que no ano de 1959, a Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo realizou um concurso de desempenho em ganho de peso entre zebuínos das raças Nelore e Guzerá e bubalinos. Os resultados apresentados demonstraram que os búfalos foram abatidos como animais dentes de leite, com peso médio de 465,8 kg de Peso Vivo e um rendimento de carcaça de 62,8%, enquanto que os novilhos das raças Nelore e Guzerá obtiveram em média 461,8 kg de Peso Vivo, mas sendo abatido já com a primeira muda completada (presença de dois dentes permanentes) obtendo rendimento de carcaça de 61,4% em média.

Em registros das raças de novilhos abatidos nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso nos anos de 1986 a 1994 foi observado que no período de safra e entressafra, o peso médio das carcaças de bovinos Nelore foram da ordem de 275,1 kg (PARDI et al, 1996).

Os índices produtivos relacionados à idade e peso de abate de bovinos e bubalinos no Estado do Maranhão são praticamente inexistentes. Considerando a aptidão do Estado do Maranhão que possui uma vocação natural voltada  para  exploração da  pecuária bovina nas diferentes regiões pastoris e da pecuária bubalina em especial na Baixada Maranhense, o presente trabalho foi realizado com o intuito de observar a idade de abate de bovinos e bubalinos em matadouros do município de São Luís – MA bem como avaliar qual das espécies foi mais precoce ao abate tomando como parâmetro a evolução dentária.

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1 Precocidade

O animal é considerado precoce quando chega mais cedo à idade adulta, em outras palavras, é aquele momento fisiológico cujo esqueleto se desenvolve, antes do tempo médio para a espécie (DOMINGUES, 1977).

Domingues (1977), afirma ainda que o mais importante é que o animal chegue mais cedo a determinado peso, para produção e reprodução não interessando se atingiu ou não a idade adulta de seu desenvolvimento.

De acordo com Frias (1996), existem três interpretações diferentes para definir precocidade: precocidade sexual, de crescimento e de terminação. Os três tipos de precocidade são expressos em dias, o que facilita a interpretação e a sua combinação. Em um sistema de produção em que são explorados cria, recria e terminação é preciso saber qual reprodutor produzirá fêmeas que sejam mais precoces sexualmente permanecendo assim mais tempo no rebanho e que tenham uma grande produtividade durante sua vida. Interessa também identificar quais touros produzem novilhos que sejam levados mais rapidamente ao abate e em grande percentual.

Alguns produtores já perceberam a importância da eficiência produtiva e de uma reestruturação na cadeia produtiva da carne. Grupos de pecuaristas já investem em tecnologias no intuito de terminar os novilhos mais precocemente haja visto que, a idade de abate ainda é um dos principais problemas da pecuária brasileira. (PIMENTEL, 1999).

Villares (1981) destaca que o ganho de peso é um atributo métrico do crescimento e quando aplicado aos animais de interesse zootécnico vai demonstrar a habilidade de produção de carne.

O ganho de peso é o elemento básico para apreciação e julgamento dos componentes de um rebanho, é a característica primordial dos animais produtores de carne. O indivíduo mais eficiente é o que menos gasta para produzir a unidade de peso. Geneticistas provaram que é da ordem de 90% a correlação entre a velocidade de ganho de peso e a eficiência de ganho. Isto significa que os animais que ganham mais peso são os que têm maior eficiência em utilizar os alimentos em seu desempenho ponderal, que é revelado pelas pesagens periódicas dos animais em fase de crescimento (SANTIAGO, 1984).

De acordo com a ACSS (Associação de Criadores de Simental e Simbrasil), constituem-se como vantagens na produção de novilhos precoces os seguintes aspectos:

­         Carne de qualidade superior - o animal mais novo tem a carne mais macia e mais saborosa, satisfazendo assim as exigências do consumidor;

­         Giro de capital mais rápido - o dinheiro chega mais cedo ao bolso do produtor, o abate ocorre até 30 meses, proporcionando a antecipação da entrada de capital no seu negócio;

­         Maior taxa de desfrute do rebanho - por ser abatido mais cedo, o precoce disponibiliza mais áreas de pastagens, resultando em maior lucratividade e economia para o produtor;

­         Qualificação para exportação - a carne produzida se enquadra dentro dos padrões exigidos pelo mercado externo, potencializando o produtor a tornar-se um exportador;

­         Precocidade produtiva;

­         Rapidez de acabamento;

­         Pouca idade no início da vida produtiva.

Buscar alternativas de manejo com racionalidade é a única forma capaz de acelerar o processo produtivo resultando em um maior desfrute (SANTIAGO, 1984).

2.2 Fatores que determinam a precocidade em bovinos e bubalinos

2.2.1 Genética

Lima (1983), afirma ser a interação entre o potencial genético e o ambiente o principal responsável pelo crescimento, sendo que o potencial genético varia com a raça, com a linhagem e com a disponibilidade de material genético no país.

Como fatores que interferem no crescimento de bovinos da desmama até a idade adulta Lima (1983) cita o sexo, a época do nascimento, o peso dos bezerros na desmama, a nutrição e ação de ecto e endoparasitas.

O cruzamento tem sido utilizado em diversas espécies de animais domésticos como forma de produzir carne, leite e ovos. É um recurso utilizado quando a produção de determinada geração de indivíduos envolve o acasalamento de duas ou mais raças (EUCLIDES FILHO, 1997).

O resultado de cruzamentos Bos taurus com Bos indicus incorporam, aos produtos maior precocidade, maior potencial de crescimento, melhor acabamento de carcaça herdado dos taurinos; e maior adaptabilidade, boa habilidade materna, e maior resistência a parasitos conferidos pelos zebuínos. Características estas, que as raças puras de ambas espécies não apresentam em conjunto (EUCLIDES FILHO, 1997).  Essa afirmação também é sustentada por Santiago (1984) que afirma ser este tipo de cruzamento a solução mais lógica e prática por permitir formar em curto prazo, um rebanho com maiores índices de produtividade.

Segundo Peixoto (1983), nos estudos de crescimento absoluto ou relativo prefere-se como parâmetro, o ganho de peso devido aos seus valores de herdabilidade que giram entre 40% e 50%, refletindo melhor as condições de influência do meio, principalmente da alimentação.

O cruzamento de indivíduos de raças diferentes resulta em produtos de melhor constituição, mais vigoroso e de maior capacidade de produção (SANTIAGO, 1984). A genética explica esse acontecimento através do vigor híbrido ou heterose em que há uma união de indivíduos portadores de características genéticas diferentes.

Para Franco (2003), o cruzamento industrial possui como pontos fortes: a elevação do ganho de peso, reduzindo a idade de abate em até 12 meses; confia maior precocidade sexual às fêmeas; aumento de 25% no peso a desmama e produz carne mais macia e com gordura entremeada (marmorização).

Peixoto (1983), confia à habilidade materna da vaca, a performance dos bezerros quanto ao peso à desmama e o ganho de peso do nascimento à desmama. Afirma ainda que esse efeito seria determinado principalmente pela produção leiteira da vaca o que causaria uma variância de até 66% no peso à desmama dos bezerros. A habilidade materna embora muitas vezes não levadas em consideração pelo produtor, quando deficiente pode trazer grandes prejuízos.

Piñeda (2001), afirma que o efeito materno é traduzido por produção de leite, pois a correlação entre esta e o peso de desmama é maior que 60%, sendo este último a única variável mensurável para avaliar o efeito materno.

Com a tendência de produzir carne de novilho precoce, dependendo da idade do abate, 50% de seu peso é atingido aos sete meses de idade. Conseqüentemente, a habilidade materna tem também um forte impacto econômico. A habilidade materna influencia o peso de desmama e esta, por sua vez, a puberdade e o início da vida reprodutiva. Desta forma, a habilidade materna acaba tendo uma influência sobre a produtividade geral do rebanho (PIÑEDA, 2001).

Direcionando-se a seleção para melhorar a fertilidade, precocidade e habilidade materna das matrizes, selecionando animais de elevado ganho de peso e precocidade, teremos um sistema mais eficiente e com um custo mais baixo, significando mais retorno e mais lucro capaz de produzir carne de excelente qualidade a um preço baixo se aplicarmos a tecnologia disponível na atualidade (CAVALCANTI, 2001).  

O ganho de peso pré-desmame é fortemente influenciado pela habilidade materna da vaca, enquanto o ganho de peso pós-desmame representa o potencial individual de crescimento, porém, com influência ambiental considerável (MARCONDES, 2000).

Lima (1983), cita o peso à desmama como um critério importante a ser analisado na produção de bovinos de corte pois, fornece boa indicação de produtividade da vaca e é considerado um atributo de baixo custo, visto que, estes ganhos ocorrem praticamente às custas da mãe. O peso à desmama têm influência direta sobre a idade de abate pois, quanto mais pesado for o bezerro à desmama menor será o tempo necessário para que o novilho atinja a idade de abate. A Tabela 1 demonstra que quanto mais pesado o bezerro for desmamado menor será o tempo necessário para este ir ao abate, desde que sejam consideradas as mesmas taxas de ganho de peso.

Tabela 1: Influência do peso à desmama e do ganho médio diário sobre a idade de abate.

Peso à desmama (kg)

Peso ao abate

(kg)

Diferença desmama/abate

(kg)

Idade ao abate meses

GMD*

300 g

GMD*

400 g

GMD*

500 g

150

480

330

44

35

30

170

480

310

42

33

28

190

480

290

39

31

27

210

480

270

37

30

25

230

480

250

35

28

24

Fonte: Lima (1983).

* GMD – Ganho Médio Diário.

Andrade (1983), destaca que os fatores ligados ao ganho de peso são: espécie, raça, idade, peso vivo, sexo, tipo de volumoso, relação concetrado/volumoso, freqüência de alimentação, palatabilidade.

2.2.2 Nutrição

No Brasil o sistema de produção de carne de ruminantes que mais se destaca é o extensivo. Segundo Salomoni (1983) sistema este com pequeno número de divisões onde são realizadas as três fases do processo produtivo que são a cria, recria e engorda ficando os animais sujeitos ao crescimento estacional da pastagem (Figura 1).



Figura 1 – Produção de Matéria Seca (M.S.) da pastagem natural em Kg/ha no município de Bagé – RS.
 Fonte: Gonçalves (1983).

A estacionalidade da produção de forrageira também é destacada por Lima e Haddad (1983). Esta afeta o crescimento dos bezerros visto que, a alternância de fartura e escassez de forragem proporciona ganho e perda de peso alternadamente fazendo com que os novilhos sejam abatidos tardiamente.

Loosli & Guedes (1976), afirmam que, como todos os animais, os ruminantes devem ter todas as suas exigências nutricionais atendidas, inclusive água em quantidade ótima, para que mantenham sua saúde e para que cresçam e se reproduzam em níveis desejados.

Para Tokarnia & Dobereiner (1976), mesmo deficiências minerais leves também podem causar prejuízos econômicos sérios, pois, reduzem a produtividade do animal constituindo assim um entrave à melhoria dos rebanhos em grandes áreas.

Lima (1983), assegura que dentre os fatores que afetam o crescimento dos bovinos de corte a nutrição é com certeza o mais importante, tanto fisiologicamente como economicamente, sendo que, a alimentação na seca e uma boa manutenção das taxas de ganho de peso nas pastagens podem reduzir a idade de abate dos animais (Figura 2).


Figura 2: Influência das taxas de ganho de peso sobre a idade de abate,
em animais nascidos em setembro. Fonte: Lima (1983).

Após uma extensa revisão de estudos foi concluído que no Brasil as deficiências dos elementos minerais Fósforo, Cobalto, Cobre e Iodo são as que mais se destacam, no que concerne à nutrição de bovinos (TOKARNIA & DOBEREINER, 1976). Considerando que os minerais são essenciais na fisiologia dos seres vivos, fica claro que sua deficiência impedirá que os animais expressem todo seu potencial produtivo.

Bovinos mantidos a pasto devem receber uma suplementação mineral contínua principalmente à base de sal comum e fósforo bem como aos microelementos cuja carência for conhecida (ANDRIGUETTO et al, 1983).

No que diz respeito à suplementação mineral é possível se obter um bezerro com aproximadamente 220 kg de P.V. em sete meses. Isso se deve ao poder que os minerais orgânicos possuem de ativar mais rápido a flora microbiana do rúmen, o que vem auxiliar no ganho de peso (SANTOS, 1999).

O maior determinante da idade de abate de bovinos nas nossas condições é a estacionalidade de produção forrageira. Suplementação durante o primeiro ou segundo período de seca, bem como a suplementação durante o aleitamento (creep-feeding) tem enorme influência sobre a idade de abate dos animais (CASTRO, 2003).  

Plasse (1978) apud Peixoto (1983), afirma que nas zonas tropicais o crescimento até a desmama é de primordial importância, pois, nessa fase o bezerro possui a mais alta taxa de crescimento. Até a desmama o bezerro adquire cerca de 25% a 35% do seu peso final de abate.

Uma alternativa recomendada para o melhor aproveitamento das pastagens na época seca é o uso da uréia. A sua utilização visa a substituição parcial das proteínas naturais dos alimentos por nitrogênio não protéico visando economia na ração e aumentar o teor de nitrogênio das forragens volumosas de baixa qualidade, para incentivar o seu consumo.

Andriguetto (1983), destaca que quem fornece o nitrogênio é a amônia, pois quando a uréia chega no rúmen a urease dos microrganismos a desdobra neste composto. É a partir da amônia que a flora microbiana vai sintetizar os aminoácidos. Campos & Rodrigues (1984) afirmam que são os microrganismos presentes no rúmen que se encarregam de hidrolisar a uréia e de utilizar o produto desta hidrólise – a amônia, na síntese de proteína microbiana. É esta proteína que o ruminante irá utilizar como nutriente. Deste modo para se fazer uso da uréia é necessário que o rúmen do novilho se apresente desenvolvido.

2.2.3 Sanidade

Santos (1999), afirma que o produtor que pretende produzir um animal precoce a pasto deve começar a tratá-lo desde o dia do nascimento. Já existe consenso entre criadores e pesquisadores, de que o novilho deve ser tratado como tal, um animal rústico, porém com um sistema imunológico ainda frágil necessitando de cuidados especiais de saúde e principalmente na alimentação.

Salomoni (1983), ressalta que as doenças infecto – contagiosas e parasitárias são limitantes na produção pecuária fazendo-se necessário um programa adequado de prevenção e controle destas doenças, sendo que estas, se não controladas, acarretarão em diminuição de ganho de peso e da conversão alimentar e em casos mais graves a morte do animal.

Haddad (1983), destaca que as enfermidades infecciosas e parasitárias causam grandes prejuízos à pecuária com diminuição da produtividade e desvalorização dos produtos e subprodutos de origem animal nos mercados interno e externo. O parasitismo se constitui em um grave problema em qualquer tipo de infestação (endo ou ectoparasitas) pois os animais acometidos podem definhar, ficarem susceptíveis a várias moléstias, especialmente bacteriana e virais, podendo inclusive chegar a óbito.

Lima (1982), afirma que todo animal normalmente se encontra parasitado por vermes a não ser que tenha sido tratado ou criado em ambiente estéril. Nematódeos dos gêneros Strongyloides, Haemonchus e Trichuris são dos mais comuns em nosso meio. Os vermes em geral são extremamente prejudiciais, principalmente até um ano de idade, provocando: anemia, diarréia, ficam suscetíveis a outras doenças, destruição dos tecidos intestinais, dificuldades de respirar, enfim, todo um quadro generalizado que leva à perda de peso devido à baixa conversão alimentar.

Maciel (1996), recomenda que, na implantação de um programa de controle profilático para ruminantes, deve-se levar em consideração a localização geográfica da propriedade, a estação do ano e as condições climáticas vigentes de modo que se passa a estabelecer um controle estratégico ao longo do ano.

2.3 Desempenho de bovinos e bubalinos em relação à idade de abate

Miranda (1986), aponta a carência de estudos feitos no Brasil, com bubalinos sendo que os dados utilizados como referência, são oriundos de pesquisa sobre a espécie na Índia.

Peixoto (1983) afirma que os pesos, além de significarem uma medida para o crescimento, implicam desde cedo em uma avaliação do ponto de vista econômico, o que constitui a principal razão do processo produtivo.

Miranda (1986), afirma que, por natureza o búfalo é mais precoce que o bovino, sendo abatido em média com 15 a 16 arrobas de carne em animais criados a pasto e com idade inferior a 2,5 anos.

Como forma de premiar os produtores que buscassem uma eficiência produtiva o Governo do Mato Grosso do Sul instituiu a tipificação de carcaça através do Programa de Produção de Novilho Precoce. Os produtores que produzissem animais que pudessem ser abatidos com no máximo 2 anos e com no mínimo 200 kg de carcaça, ganhariam 6% a mais no valor da arroba de carne (Revista dos Criadores, 1992).

Animais indo para o abate com no máximo 2 anos de idade, dentre outras vantagens, é uma oportunidade do Brasil melhorar os índices de produtividade além de abrir um novo espaço no mercado mundial (Pecuária de Corte, 1996).

O nelore é a raça bovina de maior destaque no cenário nacional. Adaptado às condições climáticas brasileiras, é a raça mais utilizada na viabilização da introdução do gado europeu em solo brasileiro, pois, as condições climáticas, na maior parte do país, são desfavoráveis ao gado taurino (Revista Agropecuária Tropical, 1999).

FONSECA (1987), afirma que em quaisquer condições climáticas, o búfalo vive e produz satisfatoriamente.

Vale (1994) apud Merle (1999), afirma que os búfalos aproveitam bem as pastagens nativas e são tão adaptados às condições tropicais quanto os zebuínos (Bos indicus).

A carne de búfalo possui: 40% menos colesterol, 12 vezes menos Gordura, 55% menos calorias, 11% a mais proteínas, 10% a mais minerais (A CARNE..., 2003). Apesar de dados concisos sobre a qualidade da carne de búfalo ainda se nota um grande preconceito sobre o quanto ao consumo de produtos e subprodutos advindos dessa espécie (FONSECA, 1987).

Devido à famosa rusticidade dos búfalos, atribui-se a eles uma grande capacidade de produção, sem que haja a necessidade de cuidados especiais. De certa forma, essa afirmação pode ser considerada correta, porém, somente a introdução de tecnologia, cuidados intensivos, boas instalações e controle genético, podem assegurar alta qualidade associada à alta produtividade (COMERCIALIZAÇÃO..., 2003).

Outros pontos importantes para o pecuarista interessado na criação de búfalos são os dados de produtividade desse animal. O búfalo é um animal que apresenta uma taxa de mortalidade bastante inferior ao dos bovinos (2,5% contra 4% dos bovinos); o intervalo entre os partos é consideravelmente menor, em relação aos bovinos, podendo chegar a uma diferença de mais de 150 dias. Por último, porém de extrema relevância, é que a vida útil de uma búfala - que é de 20 anos, é bastante superior aos 9 anos em que uma vaca se mantém viável para reprodução (COMERCIALIZAÇÃO..., 2003).

Tem sido evidenciado que o búfalo é mais produtivo do que o boi devido à população bacteriana do rúmen do búfalo ser maior; o pH é diferente e o alimento passa mais lentamente no intestino do animal, fazendo com que ele tenha uma conversão alimentar muito superior à do boi (DADOS..., 2003).

Em um experimento conduzido na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP por Baruselli em 2000, avaliou-se a eficiência nutricional de bubalinos, zebuínos (Nelore) e taurinos (Holandês) confinados com cana de açúcar (ad libitum); 2kg de soja in natura; 2kg mandioca e mistura mineral. Este experimento demonstrou que o nelore consumiu 19,5% e o holandês 40,8% mais do que o búfalo, respectivamente, para ter o mesmo aumento de peso. Concluiu-se a partir desses dados que a conversão alimentar do búfalo foi 19,5% melhor do que a do nelore e 40,8% melhor do que a do holandês (DADOS..., 2003).

Ramos, Villares & Nunes (1981), em um experimento de prova de ganho de peso por 140 dias com bubalinos e bovinos da raça Nelore em confinamento, mostraram que os búfalos obtiveram ganho médio de 166 Kg, superando ligeiramente os bovinos.

Pereira, Sousa & Pinheiro (1993), em um experimento com o objetivo de observar o comportamento produtivo de búfalos mestiços das raças murrah x mediterrâneo em pastagens nativas no município de Pinheiro – MA constataram que os baixos ganhos de peso desses animais, provavelmente estão ligados a problemas nutricionais visto que no período das  águas as pastagens tornam-se escassas e os animais são desprovidos de suplementação mineral.

Barbosa et al (1999), em um experimento que teve como objetivo avaliar a influência do meio e estimar herdabilidades de características de crescimento em bovinos da raça Nelore, no Estado de Pernambuco, concluiu que: o sexo do bezerro e mês/ano de nascimento são importantes fontes de variação na determinação dos pesos à desmama (o que influi na idade de abate), aos 365 e aos 550 dias de idade; portanto, devem ser considerados quando da avaliação desses pesos.

Flores et al (1999), em experimento com objetivo de avaliar o desempenho em confinamento de machos inteiros de diferentes grupos genéticos, resultante do cruzamento das raças Hereford x Nelore, bem como comparar os animais ¾ Hereford ¼ Nelore com os ¾ Charolês ¼ Nelore, observaram que todos os grupos genéticos avaliados podem ser utilizados em sistemas de terminação que visam o abate aos quatorze meses de idade por apresentarem peso final acima de 420 kg exigidos pelo mercado para proporcionar uma carcaça com peso acima de 230 kg com adequado acabamento. Os grupos genéticos não diferiram quanto ao ganho médio diário, conversão alimentar e eficiência energética.

Prado et al (1999), em um trabalho com o objetivo de avaliar em machos anelorados, o ganho médio diário, o consumo de mistura múltipla e sal mineral e o lucro bruto marginal de novilhos de sobreano, em pastagem de Braquiaria decumbes, suplementados com sal mineral ou com uma mistura múltipla com sal proteinado + vitaminas observaram que, o ganho médio diário (0,52 kg) foi maior para os animais suplementados com mistura múltipla. O consumo da mistura múltipla foi maior (0,26 kg/dia) em relação ao sal mineral. A margem bruta de lucro foi maior com o uso da mistura múltipla.

Euclides et al (1995), com o intuito de avaliar e quantificar os benefícios da suplementação a pasto para produção de animais Nelore, para abate, desenvolveu um experimento em pasto de Brachiaria decumbens, onde foram avaliadas quatro alternativas de suplementação comparadas a um grupo chamado testemunha, que foi mantido exclusivamente a pasto sem nenhuma suplementação, exceto a mineral, por todo período. Concluíram que suplementação alimentar com concentrado durante o período seco foi capaz de reduzir a idade de abate de 5 a 13 meses; a suplementação alimentar a pasto mostrou-se uma atividade economicamente viável; animais abatidos com idades de 26 e 28 meses podem ser classificados como novilhos precoces.

Fortes (2000), destaca a conversão alimentar dos búfalos. Afirma ainda que o búfalo possui microrganismos diferentes do boi – o pH ruminal é mais básico e o intestino é maior, sendo que aproveita mais a uréia. Esta conversão se destaca não só na quantidade, mas na qualidade do leite que produz.

Estudos apontam que os búfalos possuem em sua arcada dentária inferior o mesmo número e disposição dos dentes incisivos bovinos, sendo que os dentes de leite mais fortes e substituídos mais tardiamente. Assim faz-se necessário que ao avaliar a idade do animal através da arcada dentária, o interpretador saiba distinguir minuciosamente as diferenças entre os dentes provisórios e os definitivos (ZAVA, 1984).

3. MATERIAL E MÉTODOS

A pesquisa foi desenvolvida nos matadouros de Inspeção Municipal D. A. Vital e J. B. Matadouro, localizados no município de São Luís/MA – na BR – 135, que fazem o abate de bovinos (Figura 3) e esporadicamente de bubalinos (Figura 4), como rotina.

 
Figura 3 – Novilhos bovinos no momento do pré-abate em matadouros
do município de São Luís – MA, 2003. Fonte: O Autor.

 
Figura 4 – Novilhos bubalinos no momento do pré-abate em matadouros
do município de São Luís – MA, 2003. Fonte: O Autor.

Durante a pesquisa foram analisadas as arcadas dentárias de 263 bovinos e 102 bubalinos, machos não castrados. A pesquisa foi realizada no período de Janeiro a Outubro de 2003. Antes da coleta dos dados, foi aplicado um questionário (anexo) para obtenção de informações referentes à procedência, sistema de criação e o manejo geral a que foram submetidos os animais.

Antes do abate os animais foram observados, e a partir das suas características morfológicas externas, foi feita a identificação das raças dentro das devidas espécies. As tomadas de peso das carcaças foram obtidas após o abate dos animais, com a carcaça ainda quente.

Os dados sobre as idades dos bovinos e bubalinos foram obtidos mediante estudo da arcada dentária dos animais após estes terem sido abatidos. Para avaliação da idade cronológica levou-se em consideração os dentes incisivos inferiores. Deste modo, foi utilizada para a espécie bubalina a metodologia descrita por Cockril apud Miranda (1986); e para a espécie bovina foi empregada a metodologia descrita por Jardim (1973), que consiste em:

a) Primeira Muda:

­         Bubalinos - substituição das pinças de leite e evolução das definitivas. Este evento ocorre na idade aproximada de 2,5 a 3 anos.

­         Bovinos - substituição das pinças de leite e evolução das definitivas. Esse evento ocorre na idade aproximada de 2 a 2,5 anos.

b) Segunda Muda:

­         Bubalinos - substituição dos primeiros médios de leite e evolução dos definitivos.  Isto se dá na idade aproximada de 3,5 a 4 anos.

­         Bovinos - substituição dos primeiros médios de leite e evolução dos definitivos. Isto se dá na idade aproximada de 3 a 3,5 anos.

c) Terceira Muda:

­         Bubalinos - substituição dos segundos médios de leite e evolução dos definitivos. Esse evento ocorre por volta de 4 a 5 anos de idade.

­         Bovinos - substituição dos segundos médios de leite e evolução dos definitivos. Esse evento ocorre por volta dos 3,5 a 4  anos de idade.

d) Quarta Muda:

­         Bubalinos - os cantos de leite são substituídos pelos definitivos entre 5 e 5,5 anos.

­         Bovinos - os cantos de leite são substituídos pelos definitivos entre 4,5 e 5 anos.

 

De posse das informações, os dados foram compilados e analisados, para que os resultados fossem expressos em valores absolutos e em valores percentuais relativos.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Os bovinos estudados no período da pesquisa eram em sua totalidade provenientes de diferentes municípios do Estado do Maranhão, criados em regime de pasto extensivo conforme descrito na Tabela 2.

Tabela 2: Procedência dos bovinos abatidos em matadouro do Município de São Luís – MA, no período de Janeiro a Outubro de 2003.

MUNICÍPIO

Nº DE ANIMAIS

Bacabal

60

Olho D’água das Cunhãs

38

Açailândia

35

Lago da Pedra

32

Bom Jardim

22

São Francisco do Brejão

21

Imperatriz

20

Santa Luzia

14

Buriticupu

11

Pedreiras

10

TOTAL

263

 

Os lotes de bovinos avaliados ao abate foram constituídos predominantemente por animais “azebuados”, com predominância de novilhos anelorados, que estão sujeitos às variações da disponibilidade de alimentos ao longo do ano, estando de acordo com os resultados de outros autores (SALOMONI, 1983; LIMA, 1983 e HADDAD, 1983).

Nossos resultados também constataram que a disponibilidade de forrageiras para os animais ao longo do ano está condicionada ao regime pluviométrico incidente no Estado durante o ano, onde no período chuvoso a abundância de forrageiras é favorável para o desempenho animal e no período seco a escassez desse material se constitui como ponto negativo para esse desempenho. Quanto a este aspecto evidenciou-se também que a alimentação básica dos animais amostrados se constituiu basicamente de pastagens cultivadas com destaque para o Braquiarão (Brachiaria brizantha cv. marandu), Capim Andropogon (Andropogon gayanus) e Capim Pangola (Digitaria decumbens Stent. cv. pangola), gramíneas comumente utilizadas pelos pecuaristas brasileiros para terminação de bovinos a pasto.

Durante a pesquisa foi elucidado que certos lotes de novilhos eram provenientes de sistemas de exploração especializados para produção de carne, com destaque para aqueles provenientes dos municípios de Bacabal, Olho D’água das Cunhãs e Açailândia onde a busca da eficiência produtiva e da competitividade requer a adoção de modernas técnicas de manejo, de modo que a atividade assume o papel de empreendimento econômico (PIMENTEL, 1999).

No que se refere à cronologia dentária dos novilhos bovinos avaliados, o Quadro 01 apresenta o quantitativo, conforme a ordem de substituição.


Quadro 01 – Quantitativo de novilhos bovinos abatidos em Matadouro Industrial
no município de São Luís – MA, conforme a cronologia dentária.

* Presença de todos os dentes incisivos permanentes na arcada dentária inferior.

O Quadro 02 apresenta os resultados percentuais da idade de abate de novilhos bovinos onde foi constatado que, 43,73% dos animais analisados apresentaram – se com idade variando de 3,5 a 4 anos (Figura 5), semelhantes com os relatos da Associação de Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), que aponta a idade de 3 a 3,5 anos como sendo a média de abate de novilhos criados em condições de pastagem extensiva.


Quadro 02 – Percentual de Bovinos em relação à idade de abate em Matadouro Industrial
no município de São Luís – MA.

 

 
Figura 5 – Arcada dentária de bovino com idade aproximada de 3,5 a 4 anos (3ª Muda).

A média de peso de carcaça dos bovinos variou entre 12 a 13 arrobas. Segundo Ondei (2002), esse peso é muito abaixo da média para bovinos azebuados. E também da Associação de Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), em seu programa de qualidade, o PQNN (Programa de Qualidade Nelore Natural), que tem referenciado como média 17 arrobas ao abate para animais da raça Nelore criado em condições pasto extensivo.

Esses resultados muito provavelmente devam estar relacionados à quase inexistência de um programa de seleção do rebanho para ganho de peso nas fazendas de origem dos animais analisados, ressaltando-se também que as condições de manejo nutricional e sanitário pelo qual passa os bovinos ao longo do ano devem influenciar na elevada idade de abate e peso de carcaça (TOKARNIA & DOBEREINER, 1976; CASTRO, 2003; LIMA, 1983; HADDAD, 1983; SANTOS, 1999; SALOMONI, 1983).

Quanto ao grupo de bubalinos avaliados no período, eram em sua totalidade, provenientes de municípios do Estado do Maranhão, conforme descrito na Tabela 3.

Tabela 3: Procedência dos bubalinos abatidos em matadouro do Município de São Luís – MA, no período de Janeiro a Outubro de 2003.

MUNICÍPIO

Nº DE ANIMAIS

Viana

37

Bom Jardim

34

Santa Rita

22

Buriticupu

9

TOTAL

102

Considerando o grupo racial, os resultados apontaram que nos grupos de bubalinos analisados houve predominância de novilhos mestiços das raças Murrah x Mediterrâneo.

Os resultados apresentados demonstram também que a maioria dos criadores explora o sistema extensivo tradicional, onde os animais são soltos a campo e recolhidos apenas na hora do abate, sem nenhum cuidado especial de manejo nutricional e sanitário.

Neste tipo de manejo a alimentação se constituiu basicamente de pastagens nativas e em menor quantidade de pastagens cultivadas com destaque para o Braquiarão (Brachiaria brizantha cv. marandu), Quicuio (Brachiaria humidicola) e Capim Pangola (Digitaria decumbens Stent. cv. Pangola).

Os resultados das cronologias dentárias dos bubalinos analisados estão apresentados no Quadro 03:


Quadro 03 – Quantitativo de novilhos bubalinos abatidos em Matadouro Industrial
no município de São Luís – MA, conforme a cronologia dentária.

* Presença de todos os dentes incisivos permanentes na arcada dentária inferior.

De acordo com os resultados obtidos, pôde-se constatar que os bubalinos foram mais precoces em relação à idade de abate onde 63,73% (Quadro 04) dos animais analisados encontravam - se com idade inferior a 2,5 anos (Figura 06), estando de encontro com a afirmação de Miranda (1985).


Quadro 04 – Percentual de Bubalinos em relação à idade de abate em Matadouro Industrial
no município de São Luís – MA.


 
Figura 6 – Arcada dentária de bubalino com idade inferior a 2,5 anos (dentição de leite).

Com relação à média de peso da carcaça constatou-se um peso variando de 13 a 14 arrobas, muito inferior à média nacional que é de 17 a 18 arrobas e também da afirmação de Miranda (1985) que estabelece como média 15 a 16 arrobas de carne. Isto provavelmente deva estar relacionado ao manejo nutricional e sanitário deficiente, fatos constatados junto aos produtores que disponibilizaram os animais para o estudo. Ainda assim, em relação ao peso, os bubalinos foram mais pesados que os bovinos. Esses resultados vão de encontro a afirmação de Fortes (2000) que informa ser os bubalinos uma espécie cuja fisiologia da digestão possibilita ao animal digerir fibras que normalmente não são aproveitadas por outras espécies de ruminantes, especialmente os bovinos.

6. CONCLUSÃO

Nas condições em que foi realizado o presente estudo, os resultados nos permitem concluir que:

­         O grupo de bubalinos foi mais precoce do que o grupo de bovinos em relação à idade de abate;

­         Em relação ao peso de carcaça os bubalinos apresentaram peso superior aos bovinos.


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APÊNDICE

QUESTIONÁRIO DE INFORMAÇÕES SOBRE BOVINOS E BUBALINOS

Questionário nº: ______________

Matadouro: ___________________________________________

Local: __________________________________  Cidade: _____________________

Nome do Proprietário: _____________________

Nome da Propriedade:_______________________

Local: __________________________

Há quanto tempo é criador: ________________________________

Data: ____/____/____

Espécies de animais explorados?

Bubalinos (   )               Bovinos (    )                Caprinos (    )              Ovinos (    )

Raça do Animal: ________________________Sexo:  M(    )    F (    )  Idade_________

Sistema de criação empregado

A Pasto (    )                  Semi-estabulado (    )                  Estabulado (    )

Tipo de Alimentação

Gramíneas forrageiras (   )      Gramíneas forrageiras + ração (   )     Outros: __________

Peso da carcaça: __________________    Dentição:  __________________

Estado geral do animal:

Bom (    )              Razoável (    )               Ruim (    )

Estado geral da carcaça:

Aparentemente normal: (   )               Com Alterações patológicas (    )

Informações Adicionais: ____________________________________________________________ ________________________________________________________________________________

Correos de contacto con el autor:
William MOCHEL
hluis@elo.com.br
franciscolima@cca.uema.br
williammochel@yahoo.com.br

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