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Tema: Análisis de Leche en búfalos de agua - Análise de Leite
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enviado 10-08-2003 23:11
Em um trabalho realizado junto com a Faculdade de Veterinária de São João da Boa Vista,foi realizada uma análise de leite das búfalas da minha propriedade. A análise foi realizada sob a supervisão de uma Prof que é fiscal do SIF e análisada no Centro de Gerenciamento da Pecuária de Leite da ESALQ-USP. O Número de amostras foi de 63 .De vacas em todos os estágios de lactação. Os valores encontrados apresentaram grande variação: Gordura: Maior: 9.39 Menor: 4.45 Média: 6.01 Proteína:Maior: 5.01 Menor: 3.87 Média: 3.89 Lactose:Maior: 5.38 Menor:4.72 Média:4.99 Células Somáticas:Maior: 502 Menor: 1 Média: 73 Sólidos Totais: Maior: 19.25 Menor: 14.14 Média: 16.02. Gostaria de saber se esse valores estão dentro da normalidade,uma vez que não encontramos parâmetros. Se for do interesse de alguém mando os resultados detalhados das análises. Obrigado Fábio IP: Archivada |
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enviado 10-08-2003 23:13
Fabio,As búfalas, diversamente das bovinas, tem uma capacidade de alterar bastante a composição de seu leite em função de uma serie de fatores tais como: estagio da lactação, estado corporal x composição da dieta, potencial genético, fatores climáticos-ambientais, hierarquia dentro do rebanho, etc.. Assim sendo, enquanto verificamos teores de gordura tão variáveis quanto 4 a 14% no leite de búfalas durante uma lactação aparentemente normal, nas bovinas, raramente se observa variações percentuais acima de 1%. Em menor escala, o mesmo ocorre com as proteínas e a lactose. Quanto às células somáticas, invariavelmente muito mais baixas que em bovinos, particularmente quando avaliadas por contadores eletrônicos como o da Esalq, diante de sua ocorrência mesmo na presença de "mastite sub-clinica" avaliada por outros métodos (e em alguns casos mesmo em mastite clínica), levantamos a hipótese de um problema técnico na sua aferição (células somáticas de dimensões diferentes das bovinas), conforme sugerido pelo Prof. Zicarelli (na Itália é utilizado um padrão próprio para búfalas na aferição destes equipamentos), porém, segundo informação verbal do Prof. Tonhati, foi efetuado junto à Esalq um trabalho que verificou que o sistema automático era adequado. Assim, uma única avaliação da composição do leite, desacompanhada de informações a respeito da dieta dos animais, de seu estado corporal, da duração da lactação e de outros indicadores (ponto crioscópico, acidez do leite, eventualmente teor de uréia no leite, ou, mais especificamente, do perfil metabólico dos animais) resultam em uma dificuldade na aferição da normalidade ou não da composição. A título ilustrativo informamos alguns valores de literatura, apurados com a composição média de TODA a lactação de búfalas: Tonhati (1999): gordura: 6,87% - Proteínas: 3,91% Tonhati (2002): gordura: 6,96% - Proteínas: 4,20% - Lactose: 5,2% Índia : gordura: 6,87% Itália (1978) : gordura: 6,42% Itália (atual): gordura: 8,37% - Proteínas: 4,73% - Lactose: 4,8% Sitio Paineiras: gordura: 6,95% - Proteínas: 4,78% - Lactose: 5,55% Como se vê, os teores médios de gordura em dietas muito rica em volumosos como é nosso caso e mesmo na Itália no início do controle funcional-produção média de 1.641 kg/lactação, os teores médios de gordura se aproximavam de 6,5 - 7%, (apesar de ampla variação individual e dentro da mesma lactação de cada animal), teor que, como o manejo alimentar italiano (45-50% de concentrados se elevou de forma expressiva), bem como a produção total, que passou a uma média de 2.083 kg/lactação, enquanto que em nossa propriedade, apesar de termos observado com alterações de manejo (25-35% de concentrados) e seleção um aumento até mais expressivo na produção em período similar (passamos de cerca de 1.000 kg/lactação para média de 2.953 kg em 2.002), o teor de gorduras permanece nos níveis observados por Tonhati no Vale do Ribeira, ou da Índia, tendo se alterado, porém o teor de proteínas no leite, que é similar ao italiano, destacando-se os níveis mais elevados de lactose no leite que naquele país. Estes últimos níveis aliás que foram colocados em dúvida pelo Prof. Zicarelli (problemas de método de aferição ?), haja visto que em boa parte a lactose do leite tem por precursor os níveis de glicose sanguínea e que o organismo tem mecanismos que evitam sua elevação excessiva, inclusive induzindo o animal a ingerir menos alimentos (como no caso de excesso de carbohidratatos não estruturais na dieta). Na minha justa ignorância, fico imaginando se nossas búfalas não estariam melhor adaptadas que as européias na metabolização de fibras e de nitrogênio não protéico (uréia, de uso comum em nosso meio), dispondo de uma flora ruminal celulotítica mais eficiente, além de possuir um comportamento metabólico também mais eficiente na transformação do "excesso" protéico da dieta, via neoglicogênese, em glicose, favorecendo a produção leiteira bem como a manutenção de níveis mais elevados de proteínas (equivalentes aos italianos mesmo comendo uma gramínea mais pobre e fibrosa que a utilizada na Itália) e que se refletem por níveis mais elevados de lactose. Mas isso, é coisa para gente especializada pesquisar... (mesmo porque, caso se constate alguma coisa do gênero, o pessoal de Nápoles iria "cair de pau" na defesa das mediterrâneas, mas há precedentes, como as Holandesas da Nova Zelândia x Americanas) Assim sendo, Fabio, talvez fosse interessante agrupar os exames feitos em "lotes" de animais conforme o estágio de lactação, por exemplo: até 60 dias (antes do pico), de 60-110 dias (do pico até final da fase catabólica), de 110 a 160 dias (período de melhor persistência), de 160-210 dias e mais de 210 dias... Agradeceria se pudesse me enviar a análise completa, se possível, com a idade da parição dos animais e dieta que estão submetidas (com certeza não ajudaria nada na sua dúvida, mas tenho por hábito tentar colecionar informações...) Otavio Bernardes PS. Desculpem o longo e inútil comentário, mas quem sabe isto não estimula algum técnico com conhecimento real sobre o assunto a nos brindar com uma orientação mais científica do assunto, mesmo que ainda apenas do campo das hipóteses... ------------------ bufalos@yahoogrupos.com.br Suscripción: bufalos-subscribe@yahoogrupos.com.br
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enviado 10-08-2003 23:27
Estimado Dr Otávio,seus comentários são sempre muito bem vindos. Conforme respondi ao senhor Fábio, eu e o colega Fabrício vamos esperar o término do experimento para que possamos correlacionar fatores ambientais, genéticos, de estágio da lactação em que o animal se encontra e outros para que tenhamos suporte estatísco e analítico para discutirmos. Estamos atentos à metodologia de análise, e quando certos de nossos resultados, certamente os divulgaremos. Acabei de chegar de uma visita à USP, onde conversei com a Professora Drª Alice Della Libera, a qual defendeu a tese sob o título "Avaliação dos Fagócitos no Leite de Búfalas (Bubalus bubalis) hígidas criadas no Estado de São Paulo". T. 1170 FMVZ USP Della Libera, Alice Maria Melville Paiva; Avaliação dos Fagócitos no Leite de Búfalas (Bubalus bubalis) hígidas criadas no Estado de São Paulo; Sãp Paulo, 2002. 125f.:il. Ainda não a li, mas pude folhear e observar conclusões interessantes. Acredito ser uma boa literatura para que possamos incrementar nossas dicussões e dúvidas, e para que possamos seguir com nossas pesquisas. Saudações, Leandro Barbiéri de Carvalho ------------------ http://br.groups.yahoo.com/group/bufalos/ Suscripción: bufalos-subscribe@yahoogrupos.com.br IP: Archivada |
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enviado 11-08-2003 19:11
Leandro,Creio que pesquisas como a que voces vêm desenvolvendo são fundamentais para a melhor compreenção do comportamento da espécie em nosso meio. Creio, porém, que as avaliações devam ser bastante "dinamicas", sob pena de chegarmos a conclusões um tanto equivocada sobre as características de "normalidade" da produção leiteira. Um trabalho que me parece destacar bem este aspecto é aquele do Dr. Zicarelli que tivemos oportunidade de traduzir e que a Dra. Marilia distribuiu aos participantes no Encontrro de Brasilia em que ele cita um experimento com animais aos 132 dias de lactacao a quem foi fornecida uma dieta com deficit proteico (8,7% de PB, cerca de 30% inferior às necessidades), o que resultou numa produção de 10,26 kg/leite por dia, com 8,42% de gorduras e 4,51% de proteínas, com animais apresentando uma ureia sanguinea de 6,1 mmol/l e, à crioscopia, apresentava um índice de -0,529 ºC (o que, para os padrões do SIF, significariam mistura de água no leite !!??). Ao normalizar a proteína da dieta (12,3% ded PB), os animais não aumentaram significativamente a produção leiteira, que ficou em 10,46 kg/dia, nem o teor de gorduras, que foi de 8,24%, ou a uremia (6,4), porém, o teor proteico no leite se elevou significativamente para 4,93% e a crioscopia se "normalizou" para -0,544 ºC. Imprimindo a estes animais novo deficit proteico (8,7% de PB) o que se verificou então foi uma expressiva queda na produção, que passou a 9,2 kg/dia (seria um efeito da maior concentração pela menor produção de leite?), com "elevação" dos teores de gordura para 9,1%, redução das proteínas (4,79%), expressiva redução da uremia (3,9 mmol/l) e nova elevação da crioscopia (-0,525 ºC). Ora, se os animais estiverem submetidos a variações deste porte na dieta, o que é comum em nosso meio, haja visto que a maior produção se dá justamente nos períodos de maior restrição de volumosos a campo (seca), e, conforme o manejo, com irregularidade na sua oferta, estaremos observando esta "gangorra" na composição do leite que teriamuita mais a ver com o tal manejo que com as característica próprias do leite da espécie. Segundo aquele autor, após a fase inicial catabólica, a búfala parece responder à alterações na dieta , ao menos após o consumo de suas reservas corporais, muito mais mudando a composição do leite que alterando o volume de produção. Aparentemente neste ano, observamos em nossa propriedade situação similar onde após irregularidades da dieta ofertada nas fases iniciais da lactação (fatores climáticos, de custo, etc.), verificamos um redução quantitativa no leite produzido relativamente à produção de anos anteriores que não se normalizou com a melhora da dieta, apesar que "aparentemente" o leite esteja ao menos "mais gordo" (não fizemos este ano análises do leite em função do custo elevado dos mesmos para uma propriedade comercial como a nossa). Otavio PS. Em restrição nutricional, o autor cita ainda a elevação da acidez (ºSH ou ºD) do leite, que se normaliza com a melhor oferta alimentar, que seria resultante do consumo de "reservas corporais" que determinariam uma certa acidose metabólica em função dos metabólitos resultantes (ácidos orgânicos). ------------------ http://br.groups.yahoo.com/group/bufalos/ Suscripción: bufalos-subscribe@yahoogrupos.com.br IP: Archivada |
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enviado 07-09-2003 13:36
Otávio Já te mandei a análise completa.Se quiser encaminhe ao grupo. A dieta a que os animais estavam sendo submetidas: Trato da Manhã:Silagem de Milho e Sorgo aproximadamente 20Kg por cabeça. Trato da tarde: Rebrota de sorgo picado na ensiladeira com.Grãos Maduros uns 15 Kg/cabeça + Cevada 8 Kg/cabeça, pasto de Brachiarão e sal mineral a vontade no cocho. Lotes: Até 60 dias: 01 60-110 dias: 08 110-160 dias: 16 160-210 dias: 16 + de 210 dias: 25. Alguns animais Estrela,Menina,Mulata e Morena estavam com sintomas de Mastite pego em CMT e pque apresentavam grumos no leite.Tentei vários tratamentos( anamastite,Mastijet forte,Borgal, e consegui curar com uma associação de flumetazona e sulfato de neomicina. Tenho feito um controle de CMT e costuma dar sempre limpo exceto para as vacas que apresentam os sintomas,mas qdo faço Alizarol costuma dar positivo para todas as vacas.E a acidez Dornic fica entre 15 e 16 graus o que está dentro da normalidade certo? Pque o Alizarol dá positivo? Obrigado Fábio------------------ http://br.groups.yahoo.com/group/bufalos/ Suscripción: bufalos-subscribe@yahoogrupos.com.br IP: Archivada |
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enviado 07-09-2003 13:41
Fabio, Estou enviando em anexo uma representação gráfica da análise que voce efetou, separando ao animais por lotes conforme a duração de lactação. Nele pode-se observar que a "curva" de produção de gorduras/proteinas é bastante similar à que obsevamos na literatura e em nossa propriedade com uma elevação progressiva com o avanço da lactação, principalmente das gorduras (é que as búfalas sabendo que seu leite vai virar queijo, quando diminuem a produção, tratam logo de melhorar a qualidade do leite para não deixar muito triste o proprietário... do laticínio...) Quianto aos níveis de gordura/proteínas eles parecem se encontrar em níveis inferiores aos observados aqui no sítio, creio que em função de algum déficit proteico-energético da alimentação. Apesar do volumoso aparentemente de boa qualidade que voce utiliza, silo de milho/sorgo + rebrota de sorgo), para melhores níveis qualitativos do leite a literatura sugere que os níveis de concentrados deveriam ser mais elevados (o silo seria equivalente a um bom capim, que, infelizmente, não costuma ultrapassar 55-60% de NDT e de 5-7% de PB). A cevada, com cerca de 23-25% de PB na MS, também não costuma ter mais de 60-65% de NDT. (Os italianos oferecem uma mistura total com pelo menos 15% de PB e 70% de NDT). O uso de uréia (costumo bater no sal e aplicar a mistura sobre a cevada), talvez possa elevar os teores proteicos. Com relação à mastite, mais uma vez observa-se alguma coisa estranha com as búfalas posto que os 4 animais que voce cita terem CMT positivo, apresentaram CSS respectivamente de 74, 346, 91 e 502 mil células/ml, o que, talvez com exceção da última, poderiam facilmente passar por normal. (!!??) Minha experiencia no tratamento de mastites clínicas tem sido muitas vezes frustrante e mesmo nas subclinicas, com tratamento na secagem, tem resultado muitas vezes em recidiva, obrigando até mesmo ao descarte de animais. Quanto ao Alizarol, não entendo como pode dar positivo com uma acidez normal ao Dornic. Não tenho observado isto por aqui. Não seria algum problema com a execução do teste (reagente vencido, p.ex. ?) Os italianos se referem a certa acidez no leite quando os animais estao em balanco negativo, mas isto elevaria a acidez titulavel tambem (Dornic), o que nao é o caso. Voce cita alguns animais com lactações longas que estariam prenhez (7 meses) e pergunta sobre a conveniencia da secagem já que as mesmas estao com bons niveis produtivos. O que observamos por aqui é que usualmente estes animais que alongam a lactação, geralmente estão vazios e, caso isto não ocorra e se deixamos encostar demais uma lactação na outra (menos de 60 dias de período seco), o que vimos foi que os animais não conseguiram se recuperar muito bem, e algumas até rejeitaram os novos bezerros e "secaram" precocemente. Estamo agora controlando as montas com buçal a fim de evitar que as lactações se extendam até muito próximas do parto seguinte (secando se for o caso). Otavio PS alguns animais não tinham data de parto ou a informada era incompatível com a análise e as exclui na elaboração do gráfico.Para solicitar este archivo pueden contactar con: Otavio Bernardes otavio@ingai.com.br o bien solicitarlo al grupo IP: Archivada |
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enviado 07-09-2003 13:42
OtávioMuito Obrigado. Ter companheiros como vc que é uma ''Barsa'' sobre búfalos,serve de incentivo e espelho para todos os criadores. Os Búfalos merecem um tratamento respeitável, afinal qual o animal que se preocupa com a a qualidade do leite,aumentando o rendimento para deixar o proprietário do Latícinio feliz? Qto ao Alizarol,ele é de um lote novo adquirido há 1mês direto da HEXIS química.Talvez seja o jeito que eu estou fazendo o teste.Coloco 5Ml de leite em uma bandeja e 5ml de Alizarol,agito um pouco e sempre forma uma precipitação no fundo da bandeja.É assim que se faz o teste ? Eu vou começar a adicionar uréia no trato,pois acabou a rebrota do sorgo,e agora vou tratar com cana + napier.+ cevada e silo.Vou começara a adptação sábado. Abraços Fábio ------------------ http://br.groups.yahoo.com/group/bufalos/ Suscripción: bufalos-subscribe@yahoogrupos.com.br IP: Archivada |
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enviado 07-09-2003 13:53
Caro Fábio, Meu nome é Cristiana, sou mestranda, orientada do Prof. Dr. André Mendes Jorge, pela Unesp/Botucatu. Você disse que está com um problema com o leite, no qual o leite passa pelo teste Dornic (Não comprovando acidez) e não passa pelo Alizarol (o teste tem resultado positivo). Este problema é caracterizado como Sindrome do leite anormal (SILA). A SILA é um conjunto de alterações das propriedades fisico-químicas do leite, que causam trastornos no processo de elaboração de derivados lácteos (no seu rendimento e qualidade final), no qual estão relacionados a transtornos metabolicos e/ou nutricionais, com implicações nos mecanismos de síntese e secreção láctea. A SILA está associada as limitações na qualidade e quantidade da alimentação, que sempre é agravada na época das seca. Um trabalho realizado por Ceballo (1999) observou que um rebanhos com SILA, possuem as seguintes características - Baixa disponibilidade e consumo de MS - Alimentação a base de cana finamente moída e melaço - Desbalanço de energia/proteína - Baixa disponibilidade de fósforo e magnésio - Baixa disponibilidade de pasto As principais alterações no leite são baixa estabilidade térmica, o alizarol detecta isso, por esse motivo o seu teste deu positivo. Ele não é um leite ácido, ele tem um desequilibrio de minerais e sólidos totais que provoca a instabilidade térmica É a primeira vez que vejo isto acontecer com búfalos, os relatos na literatura são com bovinos. Cristiana AndrighettoO leite como indicador nutricional em vacas IP: Archivada |
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enviado 15-11-2004 16:35
A um grupo de substancias do organismo humano denominadas gangliosideos e presentes no leite humano em quantidades bem superiores que no leite bovino, se atribuem importante papel na manutenção do equilibrio da flora intestinal, particularmente em crianças, entre outras, em função de sua capacidade de ligar-se a enterotocinas produzidas por bactérias patogênicas como a Escherichia Coli.Em trabalho publicado em 2003 por Colarw e cols (com resumo abaixo), verificou-se que o leite de búfalas possui, no que se refere aos gangliosideos, atividade similar ao do leite materno, ambos, em maior proporção que o leite bovino. Otavio Characterization and biological activity of gangliosides in buffalo milk. Colarow L Turini M Teneberg S Berger A Biochim Biophys Acta, 1631(1): 94-106 2003 Gangliosides (GS) were evaluated in Swiss cow's milk (SCM), Italian buffalo milk (IBM) and its serum, Pakistan buffalo colostrum (PBC), Pakistan buffalo mature milk (PBM), and Pakistan buffalo milk from rice-growing areas (PBR). Dairy GS were obtained from the Folch's upper (hydrophilic) and lower (lipophilic) extraction phases, respectively, and determined as lipid-bound sialic acid (LBSA) by colorimetry. Molar ratios of LBSA in the hydro- and lipophilic GS fractions were 52:48 to 79:21. Mature buffalo milk types had 40-100% more LBSA in the lipophilic GS fraction compared to SCM. Liquid PBC was higher in LBSA (24 nmol/g) compared to mature milk types (8-11 nmol/g). Thin-layer chromatography (TLC) and scanning densitometry showed distinct profiles of hydrophilic and lipophilic GS fractions. Lipophilic GS (but importantly not hydrophilic GS) from IBM and its serum decreased prostaglandin series 2 production by 75-80% in cultured human colonic epithelial cells exposed to tumor necrosis factor alpha (TNFalpha). Hydrophilic GD(3) and lipophilic GM(3) selectively bound rotavirus particles prepared from a rhesus strain and its mutant. A GS fraction in IBM showed a GM(1)-specific binding to cholera toxin subunit B (CTB). IBM serum (IBMS) was a rich source of LBSA (420 nmol/g proteins). In summary, improved methodology led to increased LBSA recovery and isolation of additional and bioactive milk GS. Human and Italian buffalo milk had similar CTB binding, and both had increased polysialo-GS compared to cows milk. The toxin binding properties of buffalo milk GS, and the anti-inflammatory activity of the lipophilized GS fraction could be important for developing innovative food applications, as well as the subject of future research. Otavio Bernardes IP: Archivada |
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enviado 15-11-2004 16:36
O artigo abaixo, apresenta outro método (ELISA) para detecção de fraudes com mistura de leite bovino e de bufalos na fabricação de laticínio, com sensibilidade até 0,1% de mistura e passível de transformação em "kits" (o que reduziria o custo atual do exame baseado em eletroforese de proteinas).Otavio J Dairy Sci. 2004 Mar;87(3):543-9. Measurement of bovine IgG by indirect competitive ELISA as a means of detecting milk adulteration. Hurley IP, Coleman RC, Ireland HE, Williams JH. Chester Centre for Stress Research, Department of Biological Sciences, University College Chester, Parkgate Road, Chester, CH1 4BJ, UK. The aim of this work was to develop an assay capable of detecting adulteration of high premium milk with milk from cheaper sources. An indirect, competitive ELISA was developed for the rapid detection of cows' milk in the milk of goat, sheep, and buffalo. The assay uses a monoclonal antibody produced against bovine IgG. This antibody recognizes a species-specific epitope on the heavy chain of both bovine IgG1 and IgG2. A peroxidase-conjugated anti-mouse IgG antibody was used to detect bound monoclonal antibody and subsequent enzymatic conversion of substrate resulted in clear differences in absorbance when assaying different mixtures of milks adulterated with cows' milk. Once optimized, the ELISA was found to be highly specific. Detection limits of the assay are 1.0 microg/mL of bovine IgG, or 0.1% (vol/vol) adulteration with cows' milk. The assay was highly reproducible (CV < 10%) and performed equally well when used to detect bovine IgG in mixtures with the 3 types of milk tested. The ELISA performance makes it suitable for development as a kit, for use in the field as a high throughput screening ELISA. Otavio Bernardes IP: Archivada |
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enviado 15-11-2004 16:39
Fiquei sabendo, por intermédio do Dr Paulo Roberto Celles Cordeiro, criador de cabras e dono de laticínio que beneficia leite de cabra de terceiros no Estado do Rio de Janeiro. Ao se coletar amostras de leite para exames latoratoriais, uma das amostras segue para a UNESP de Botucatu, onde são realizadas análises para detecção de mistura de leite de outras espécies. No entanto o referido criador não quis entrar em detalhes sobre o método, preço e nem quem faz os exames. Penso não haver grandes dificuldades em se adaptar o referido método para leite bubalino, e se compensa para analisar leite de cabra, também o será para leite de búfalas.Alguém da UNESP poderia averiguar??? Geraldo IP: Archivada |
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enviado 15-11-2004 16:41
Geraldo,O programa do Selo de Pureza já utiliza este laboratório para averiguação de fraudes. O sistema é o de fracionamento de proteinas. O que buscamos é um sistema mais economico e ágil. Otavio IP: Archivada |
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enviado 15-11-2004 17:18
En el nº 10 (Octubre/2004) de la Revista http://www.veterinaria.org/revistas/redvet/n101004.html hay un trabajo que puedce interesar a los usuarios de esta lista: *Factores que afectan la composición físico - química de la leche de búfalos (Bubalus bubalis) en el nordeste argentino*.Saludos redaccion - veterinaria.org IP: Archivada |
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