enviado 22-07-2007 14:41
Enviado por Grupo BúfalosEstamos repassando alguns dados da nossa experiência c/ búfalos do Vale do Ribeira:
Vermifugações de bezerros:
Em bezerros búfalos a primeira vermifugação deve ocorrer entre 15-20 dias de vida (obrigatório), ser via oral, e utilizar vermífugos comuns que atuem sobre Strongyloides papillosus e Toxocara vitulorum (Neoascaris vitulorum); As outras devem ser feitas com 90 , 180, 240 dias de vida (época de desmame). Se vc tem parasitas como Paracooperia nodulosa e Skrjabinagia boevi deve usar produtos mais modernos como avermectinas que são mais indicados nesse caso. Não temos notícias da ocorrência destes parasitas na região Norte.
Esquemas de tratamentos anti-helmínticos mudam de um lugar p/ outro porque dependem do manejo, dos tipos de vermes presentes nos animais, das condições climáticas (disponibilidade de chuva), já que em regiões tropicais as temperaturas se mantém praticamente igual o ano todo. Em regiões sujeitas regularmente à enchentes como no Baixo Amazonas (várzeas), a incidência de helmintoses parece pouca expressiva (SILVA, R.G. Boletim Técnico nº 51. Separata da Pesquisa Agropecuária, v. 4, 1969). Trabalhos de pesquisa em búfalos desmamados, criados extensivamente e que compararam diferentes esquemas de tratamentos anti-helmínticos, revelaram que não há diferença estatística significativa no ganho de peso e, portanto, desnecessário uso e vermifugações constantes (LÁU, H.D.; MARQUES, J.R.F. Boletim de pesquisa nº 96, EMBRAPA, Centro de Pesquisa Agropecuária do Trópico ùmido, 1989). Aqui na região do Vale do Ribeira (SP), mesmo na estação seca existe umidade suficiente p/ desencadear uma verminose, portanto adotamoo esquema preventivo proposto pelo EMBRAPA ou seja, as vermifugações se concentram nos meses mais secos do ano: no início e meio da estação seca e uma no início das chuvas pesadas p/ animais desmamados até 2 anos de idade. As vermifugações são necessárias porque o manejo é mais intensivo e temos parasitas como Paracooperia nodulosa, Skrjabinagia, Oesophagostomum e Fasciola hepatica que são muito patogênicos. P/ adultos, na maioria das propriedades não há necessidade de vermifugação. No entanto, temos recebido amostras de fezes de búfalos adultos que acusam um OPG (ovos por grama de fezes) baixo mas a cultura de larvas revela uma grande quantidade de Oesophagostomum, necessitando de tratamento. O ideal seria um monitoramento periódico do rebanho c/ exame de fezes. Vale lembrar que o melhor esquema preventivo de verminose é oferecer pastagem de boa qualidade, mineralização adequada e práticas de bom manejo. Após vermifugação, sempre colocar os animais em pastos descansados.
Sueli Moda de Oliveira/Takako Ueki Fujii
moda@biologico.sp.gov.br
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(Pesquisadores Científicos)
Instituto Biológico -SP/Pólo de Desenvolvimento dos Agronegócios Vale do Ribeira