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  Búfalos: Heces de porcino (dejeto de suíno)

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Autor Tema:   Búfalos: Heces de porcino (dejeto de suíno)
Grupo Bovinos Carne
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enviado 15-05-2008 15:36     Presione aquí para ver el perfil de Grupo Bovinos Carne     Editar/Eliminar Mensaje
Estou fazendo um estudo sobre o uso de dejetos de suínos na alimentação de ruminantes. Alguém teria alguma experiência
nessa utilização que pudesse me relatar? Ou indicação de algum trabalho?

Grato,
Marcelo Machado

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enviado 15-05-2008 15:37     Presione aquí para ver el perfil de Grupo Bovinos Carne     Editar/Eliminar Mensaje
Caro Marcelo,

Existem duas situações contraditórias quanto ao aproveitamento dos
dejetos de suínos para ruminantes:

- A proibição federal para utilização da cama de frango no arraçoamento de bovinos e bubalinos deve ser entendida como extensiva ao uso dos dejetos suínos, tendo em vista o alto risco sanitário envolvido com
estas práticas.

- O processamento dos dejetos suínos em autoclaves, a exemplo do que já é feito com o lixo hospitalar, é uma virtual possibilidade para a solução do gravíssimo problema ambiental gerado pela má
destinação dos mesmos, que o transformará em biomassa esterelizada, viável para o seu
aproveitamento como fonte de energia limpa e de repente como insumo para a alimentação animal.

Como eu estou trabalhando na análise da viabilidade para implantação de
Microusinas de autoclavagem dos resíduos sólidos, principalmente os do lixo urbano, estou às ordens para trocarmos informações a
respeito.

Abraços,
Roberto

------------------
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enviado 15-05-2008 15:39     Presione aquí para ver el perfil de Grupo Bovinos Carne     Editar/Eliminar Mensaje
Prezado Marcelo
Em nome do respeito humano pelos animais, consubstanciado na Declaração da Unesco-ONU sobre o Direito dos Animais, não
se deve ministrar dejetos de uma espécie animal (resíduos do metabolismo, ou seja, bosta e urina) a outra. É uma descosideração imensa e um desprezo inominável com os seres dos quais economicamente vivemos. Bovinos, vacuns e bufalinos, não têm como o impulso alimentar natural da espécie o hábito de ingerir excrementos. Aliás, são refinados gourmets na escolha de cada bocado do pasto que levam ao trato digestório. Impor-lhes uma dieta baseada em dejetos é, ademais,
uma crueldade. Dejetos animais devem servir de matéria prima para a fertilização dos solos. Não bastasse isso, estaríamos a ludibriar a confiança do consumidor a menos que pudéssemos anunciar "carne ou leite obtidos de búfalos alimentados com excrementos animais". Se o benévolo consumidor ou a exigente consumidora aceitassem pagar e levar a mercadoria
para casa, assim tão bem esclarecidos, de minha parte, não teria nada a objetar. Nunca, na minha qualidade de consumidor, adquirirei um produto com essa specificação e não quero para os outros o que não quero para mim. O sempre diligente Roberto Mesquita, nosso especialista nas relações que devemos manter com nosso cliente, com a sapiência e o entusiasmo que habitam sua alma, saberá argumentar em acréscimo.
Contudo, em síntese é o que penso, ensino na sala de aula a meus alunos, e transmito em minhas conferências aos produtores e pratico na escolha dos alimentos que vão para a mesa de minha família.
Envio-te um abraço
Humberto Sorio

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enviado 15-05-2008 15:44     Presione aquí para ver el perfil de Grupo Bovinos Carne     Editar/Eliminar Mensaje
Caro Humberto Sorio,

É curioso como nós podemos estar perfeitamente de acordo quanto ao
resultado final da equação proposta pelo Marcelo, ao mesmo tempo em que formulamos uma base absolutamente diferida para
equacionarmos o problema.

Na minha concepção estritamente bíblica sobre a criação dos céus e da terra e do tudo que nela há, não há lugar somos obrigados a garantir os "Direito dos Animais" mas sim para que obedientemente,
como homens justos "cuidarmos dos nossos animais".

Não vejo diferença em ministrar dejetos ou outros resíduos à alimentação animal e entendo que o mau maior é o causado
pela restrição alimentar a todas às espécies e, principalmente à humana.

Tão ruim quanto a aplicação da cama de frango (hoje proíbida no Brasil) na alimentação de bovinos e bubalinos, por exemplo, pode ser o oferecimento em quantidades não controladas de polpa
cítrica, caroço de algodão, uréia e outros suplementos alimentares larga e
liberalmente empregados no país.

A própria produção orgânica de alimentos que valoriza brutalmente o emprego de dejetos animais como fertilizantes, devia ser melhor avaliada e mais cientificamente quanto a possível possibilidade de
contaminação dos mesmos.

Eu particularmente nunca utilizei a cama de frango na alimentação das minhas vacas de leite, pois sempre bem orientado pelo meu
veterinário, enchergava o alto risco de contaminação do meu rebanho com a tuberculose aviária.

Paradoxalmente, só o meu falecido pai, médico experimentado em saúde pública, nos alertava sobre o risco de contrairmos
tuberculose ou brucelose, simplesmente pela ingestão do leite cru das mesmas vacas
aparentemente perfeitamente saudáveis, inclusive pela boa prática acima citada.

Assim, concordo plenamente de que nenhum produtor tem o direito de levar ao mercado alimentos que não garantam juntamente com
a qualidade total do produto, segurança alimentar absoluta ao desavisado consumidor final.

Mas se esses riscos podem ser completamente eliminados pelo adequado processamento sanitário dos dejetos animais, perfeitamente transformáveis em biomassa inerte e esterilizada em autoclaves, por
exemplo. Resta-nos então avaliar a sua economicidade e vantagens nutricionais que acenem para a oportunidade da introdução
dos mesmos na dieta alimentar dos ruminantes.

Mas como além disso, ainda precisaremos gastar muito com o marketing de convencimento do consumidor de que essa administração não prejudica a sua concepção urbana do que sejam as boas
práticas essenciais à produção agropecuária dos dias de hoje, tenho quase certeza de que seja mais viável processarmos dessa mesma forma os dejetos suínos, mas para aproveitamento como fertilizante ou como
fonte de energia limpa e renovável.

Abraços,
Roberto

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enviado 15-05-2008 15:45     Presione aquí para ver el perfil de Grupo Bovinos Carne     Editar/Eliminar Mensaje
Postado apenas para correção no segundo parágrafo, com as minhas desculpas pela má redação.
Roberto

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enviado 15-05-2008 15:47     Presione aquí para ver el perfil de Grupo Bovinos Carne     Editar/Eliminar Mensaje
Caro Roberto e Humberto,

Agradeço imensamente a colaboração de vcs na discussão do tema. Eu já imaginava a possível polêmica, a princípio tb não sou a
favor do uso dos dejetos suínos na alimentação dos búfalos, mesmo que só
para os animais destinados ao corte. O tratamento em autoclave parece interessante, mas não sei na viabilidade econômica. Continuo apostando no búfalo
como um execelente conversor de fibras brutas em proteína animal.
Um grande abraço,
Marcelo.

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enviado 15-05-2008 15:50     Presione aquí para ver el perfil de Grupo Bovinos Carne     Editar/Eliminar Mensaje
Estimado e mui admirado Roberto
Não desdenho tuas motivações e influências, as minhas são outras. Afinal, hauri da mesma fonte. Devo dizer-te que, em
síntese, não forneceria e não recomedo a meus orientados que forneçam resíduos de metabolismo a seus animais, inclusive os assemelhados, no caso a uréia, obtida por síntese industrial, pela simples e, para mim definitiva, razão de que quando especificar ao destinatário final do produto
resultante estarei com meu "marquetingue" prejudicado. Se não puder revelar de que se alimentou o animal, cuja carne ou leite
ponho à disposição do consumidor, estarei a incorrer em falsidade, que também é um pecado, bem capitulado nos livros
de todas as religiões. A falsidade deve ser rejeitada por todos os homens e mulheres desse mundo, inclusive aqueles e
aquelas que não professam nenhuma fé religiosa. A restrição alimentar, que alinhas ad argumentadum, não está em foco no
caso. Nenhum dos bufaleiros está no dilema de administrar resíduos ou impor severa restrição alimentar aos animais sob nosso manto protetor. O caso é tático e operacional e nunca é ou será caso de repetições crônicas ou de longo prazo. Desrecomendo o fornecimento de cama de frango não, em primeiro lugar, por temor da gripe aviária, mas por amor e condescendência ao animal que a ingerirá. Há um comercial da Ipiranga Petróleo que o dono de um automóvel se vinga de um
cão que urina nos pneus de seu carro urinando, em covarde represália sobre o pobre animalzinho, que explicitava um
comportamento natural à sua espécie. A justificativa calhorda do bípede urinador ao indefeso quadrúpede, já se chacoalhando para remover de sua pele o líquido vindo da bexiga do ******* é:"viu como é bom?". Estou em contacto com a associação carazinhense de proteção aos animais para que inicie campanha contra a veiculação da peça.
Ad imo corde, teu admirador
Humberto Sorio

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enviado 15-05-2008 15:52     Presione aquí para ver el perfil de Grupo Bovinos Carne     Editar/Eliminar Mensaje
Caro Humberto Sorio,

Estamos em absoluta harmonia sobre bases motivacionais e influências divergentes. Tenha certeza que sempre saio lucrando nestas agradáveis troca de idéias por meio digital.

Mas quanto a restrição alimentar não estar em foco no caso, discordo com respeitosa veemência. A maioria das vezes em que
passamos a oferecer alternativas nutricionais anti-naturais aos
rebanhos que exploramos, somos movidos por uma situação crítica em que a fome e a
escassez de alimentos estão a recrudecer.

A meu ver essa é maior motivação daqueles que na crise, procuram com um equivocado senso econômico a forma mais barata de
mitigar a fome dos seus animais, ou seja, empregando esterco, resíduos
industriais e suplementos artificiais.

De resto, concordo plenamente com as didáticas colocações do meu orientador predileto sobre a eficácia do pastejo
rotacionado, mesmo em suas incursões por uma das raríssimas área do conhecimento
(marketing e gestão de agronegócios) em que me atrevo a apresentar-me como conhecedor.

Gostei muito do seu inteligente "marquetingue".

Abraços,
Roberto

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enviado 15-05-2008 15:55     Presione aquí para ver el perfil de Grupo Bovinos Carne     Editar/Eliminar Mensaje
No homem a uréia, que é uma substância orgânica resultante do metabolismo das proteínas e excretada pelos rins.
Nos ruminantes, animais que representam papel de extrema importância na cadeia alimentar posto que por conviverem de
forma complementar(simbiose) com um grupo de microorganismos em seu rumen, capazes de transformar fibras (celulose e
hemicelose) presentes nas plantas, alimentos que os homens não são capazes de digerir em alimentos úteis aos ruminantes,
que desta forma, transformam plantas em alimentos ao proprio homem.
Além de tais fibras, os ruminantes, gracas à colaboração de tais microorganismos no rumen, são capazes ainda de, na
presença de energia, transformar fontes não proteicas de nitrogênio, como a uréia, em proteínas verdadeiras que serivirão de alimento ao animal.
Tal uréia, tanto pode ter origem no metabolismo do próprio animal, posto que, a partir da amonia proveniente da degradação das proteínas, ou daquela ingerida, sintetizam no fígado a uréia sendo que nos ruminantes, diversamente dos humanos, parte dela volta ao rumen, parte vai a saliva e somente parte é excretada pela urina. (ciclo da uréia), existindo evidencias que nesta "reciclagem de uréia", os bubalinos
apresentam uma eficiencia melhor que a apresentada nos bovinos, além de aparentemente, seus eventuais efeitos negativos (na esfera reprodutiva e afeções nos cascos) serem de menor expressão.
Em resumo, a uréia quimicamente é uma substância "orgânica" e identica tenha ela origem a partir de processos
metabólicos usuais dos animais ou sejam sintetizadas industrialmente a partir do gás carbônico e da amônia (do petróleo).
Este situação dúbia (poder ser a uréia tanto de origem natural ou artificial) gerou alguns questionamentos dentro do
movimento chamado "orgânico" sobre a aceitação ou não de seu uso na alimentação de ruminantes na produção dos alimentos
reconhecidos como orgânicos pela regulamentação das intituições certificadoras, onde, ao que parece, prevalece a tese na sua não aceitação posto que tal movimento não se apoia apenas no conhecimento científico mas, fundamentalmente, em conceituações de ordem filosófica.
Polêmicas à parte, parece-me que entre a uréia natural ou sintética e os dejetos suínos, na alimentação de ruminantes
vai aí uma grande distância e, seu uso na alimentação de ruminantes, particularmente em nosso meio onde é disseminado
o consumo de gramíneas de baixo conteúdo proteíco (incluindo-se a cana), ela tem-se mostrado excelente coadjuvante.
Quanto ao marquetingue do uso, espertamente disfarçado pela industria de suplementos como componente do "sal proteinado" não vejo em que isto poderia afetar a imagem do
consumidor sobre seu produto. Pior seria termos que colocar na embalagem de camarões e pitus de que eles se alimentam.

Otavio

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enviado 15-05-2008 15:57     Presione aquí para ver el perfil de Grupo Bovinos Carne     Editar/Eliminar Mensaje
Existem hoje algumas certificações como EUREPGAP e SISBOV que resolvem essa questão de identificação do sistema de
produção e manejo nutricional para garantir ao consumidor apenas o essencial, ou
seja, o oferecimento absoluto de garantia de qualidade e segurança alimentar.

Aliás, aproveito para mudar o rumo da discussão para o tema das certificações, pois entendo que existe uma oportunidade
ímpar para que a ABCB participe das gestões que as associações de criadores
devem a meu ver encetar na direção de convencimento do MAPA sobre as
vantagens da unificação dos Serviços de Registro Genealógico com os
da Rastreabilidade SISBOV.

Em http://www.gim-magazine.com.br/html/ no link SISBOV & SRG dá para ter uma boa idéia sobre a viabilidade funcional e legal
para esse pleito.

Roberto

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