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Autor Tema:   Búfalos: Carne - Colesterol - Pasturas
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enviado 08-05-2004 13:03           Editar/Eliminar Mensaje
Criar búfalos em três invernadas distintas

Extraído do Jornal Diario de MS de 07 de Janeiro de 2004

Vamos criar búfalos, dividindo em três potreiros convencionais de suma importância à sociedade num todo. Um de saúde, outro de ecologia e, por último, de economia. É muito fácil, veja a receita.

Na Saúde, é a carne super 'light' do terceiro milênio. Com 40% menos de colesterol em relação ao bovino; 55% menos calorias, 11% mais de proteínas e 10% a mais de minerais. Em cada 100 gramas de carne, o peru tem 69 mg de colesterol, a galinha (carne branca) 85mg e o búfalo apenas 61 mg. Para cada R$ 1 que o governo aplica na divulgação das propriedades da carne do búfalo, economizará R$ 10 com remédios em doenças de circulação.

Na Ecologia, como proteção do meio ambiente, o búfalo é um animal ecológico. Convive com o meio ambiente sem alterá-lo. Devido sua rusticidade e maior poder de conversão do alimento em proteínas, não há necessidade de substituição da pastagem natural por outra nobre. O búfalo faz parte da cadeia alimentícia, pois suas fezes servem de ração aos peixes em cativeiro.

Por último, na Economia apresenta maior rentabilidade. Com o mesmo tanto de leite se faz o dobro de queijo. Com o mesmo capital se adquire o dobro de terras, pois seu habitat ideal é o varjão, cujo valor é 50% menor que as terras nobres.

O couro, quando vendido no lugar certo, vale o dobro em relação ao bovino. Com uma matriz se produz o dobro de filhotes, porque é mais fértil e vive o dobro do tempo do bovino, na razão de nove a 20 anos de vida produtiva. Além do mais, o intervalo de parto é menor, isto é, 150 dias. Maior poder de conversão da pastagem, produzindo mais peso vivo. Muitas plantas rejeitadas pelos bovinos, são pastadas pelos búfalos. Com a mesma idade e a mesma dieta alimentar, pesa mais que o bovino e a taxa de mortalidade do bovino é 60% maior que do bubalino.

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Grupo Búfalos
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enviado 08-05-2004 13:05           Editar/Eliminar Mensaje
Companheiros de lista,

Nao gostaria de polemizar nada e respeito a opniao de quem escreveu o artigo no jornal porem discordo em alguns pontos.

Acho que a questao do marketing e fundamental mas tambem acho que deve-se ter muito cuidado e "pe no chao" quando fazemos algumas afirmacoes evitando assim que aventureiros ou iniciantes tenham prejuizos e depois ponham a culpa nos bufalos.
Com relacao a saude, como nunca li o famoso artigo realizado na Universidade da Florida nao tenho argumentos para questionar, porem fico sempre com o pe atras em confirmar esse atributo "light" dado a carne bubalina. Nao sei em que condicoes foram feitas, quais animais e quais cortes foram utilizados, se foi carne crua ou cozida, assada etc. E o mesmo para as outras especies... Com relacao aos custos do governo com medicamentos fica mais dificil ainda realizar estas contas, desconheco a forma de faze-las.
Na questao ecologica acredito que qualquer animal domesticado criado em um sistema produtivo viavel economicamente trara impactos ecologicos e com o bufalo nao e diferente. Acredito sim que ele altere o meio ambiente, assim como os demais animais (bovinos, caprinos, ovinos, peixes, etc.). Com relacao as pastagens discordo do pensamento que para os bufalos qualquer pasto serve, dentro de uma visao zootecnica quanto mais bem manejada a pastagem maior os indices produtivos, se indices baixos forem satisfatorios, pastagens naturais ou varzeas podem ate ser suficientes, mas em um sistema mais intensivo nao creio que sejam suficientes. Fezes de bufalos para os peixes pode ate ser, (mas creio que as de bovinos nao serao diferentes, pelo contrario se considerarmos que bufalos tem maior digestao que bovinos, nas fezes dos ultimos a concentracao de nutrientes sera maior).
Este intervalo de parto me pareceu estranho (150 dias) deve ter havido algum engano, pois a gestacao e de aproximadamente 310 dias (so se todos os partos forem gemelares).

Quanto a economia, ai sim acredito que os bufalos tenham grande potencial pois sao muito produtivos e produzem produtos unicos como seu leite e sua carne.
Sou um grande entusiasta dos bufalos mas fico receoso em acreditar em especie milagrosa, prefiro ter uma postura mais cautelosa - talvez em se tratando de marketing eu esteja errado - mas e assim que penso.

Um abraco,
Antonio
Antonio Pinheiro Faciola
U.S. Dairy Forage Research Center
1925 Linden Drive West
University of Wisconsin - Madison
Wisconsin 53706 - USA
Phone = (608) 264-5361
FAX = (608) 264-5147

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Grupo Búfalos
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enviado 08-05-2004 13:07           Editar/Eliminar Mensaje
Penso da mesma forma que o Faciola e como tambem ja se pronunciou Marco Zava, devemos ser realistas e termos bastante cuidado na divulgacao das vantagens da criacao ou dos derivados do bufalo que nao possam ser comprovadas.
O bufalo é uma excelente opcao pecuaria, se explorada com profissionalismo e persistencia. Nao devemos vender a especie como um animal milagroso que dara tudo sem nada exigir em troca, isto e sonho, nada tem a ver com a realidade
Um abraco
Nelson

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Grupo Búfalos
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enviado 08-05-2004 13:08           Editar/Eliminar Mensaje
Concordo com o que os companheiros da lista afirmam - que devemos propalar as qualidades do búfalo com o "pé no chão".
Quanto as infelizes afirmações que o Sr. Nelson Pineda escreveu, e que citou (Vale, 1999 a 2000) estou aguardando a resposta do mesmo, pois nunca falei tal fato.
Quando nos referimos a superioridade da carne e do leite de bufalo sobre as de
algumas espécies, utilizamos literatura cuja a fonte consideramos idônea. No caso utilizamos uma publicação feita da Universidade da Florida e que também é
utilizada em uma série de publicações que estão no site da American Water Buffalo Association
http://www.americanwaterbuffalo.com

Existe um trabalho feito na Universidade da Florida, que fala especificamente da
comparação entre a composição da carne de búfalo e de bovino. Esse trabalho consideramos como uma fonte fidenigna, sendo inclusive utilizado em várias outras publicações internacionais.

Atenciosamente
William Vale

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enviado 08-05-2004 13:12           Editar/Eliminar Mensaje
Meu Caro Nelson,

O que me preocupa é que precaução em excesso acaba não se levando a nada.
Não estamos mentindo sobre o búfalo quando dizemos que tem menos colesterol uma vez que não tem a gordura intramuscular (vulgo marmoreio) e se ficarmos esperando que alguem faça uma pesquisa para divulgarmos, não sairemos do lugar.
Testes já foram feitos e apresentados aqui mesmo na lista e aproveito para pedir ao Mario Martins para divulgar os numeros que ele tem para comprovar isso que estou dizendo.
Dizer que tem menos colesterol não é torna-lo milagroso, nem que dará tudo sem exigir nada em troca, como também não podemos embarcar em eternas desconfianças que só faz nos levar para traz.
Alguem duvida que a carne sem marmoreio contem menas gordura que a carne marmorizada?
Vamos esperar o que para continuar dizendo isso?
Devemos realmente corrigir os enganos que acontecem como vemos nesse caso onde se considerou o intervalo entre partos de forma tão errada (possivelmente um erro de digitação de tão grosseiro que foi), devemos
lembrar que a melhor pecuaria é a atrelada a mais alta tecnologia, mas sem esquecer de que a maior parte das fazendas do nosso pais está distante da mesma e que muitas vezes em situações extremas de seca os animais tem que se virar com o pasto seco de baixissima qualidade por não ter outro melhor para
consumir.
Todos nós sabemos que o ideal é ter pasto verde o ano todo, mas quem tem isso em sua fazenda? Que atire a primeira pedra.... O que sei é que todos nós pelo menos uma parte do ano temos problemas de pasto e o gado perde peso. Ai devemos honestamente dizer que o búfalo que é menos seletivo
aproveita melhor a vegetação das fazenda que o bovino, sem estar faltando com a verdade, certo?
Perguntarei ao proprio Antonio o que acontece todos os anos em Marajó quando
o verão aperta? que especie tem melhores condições de sobrevivencia e que especie recupera muito mais rapidamente o peso quando volta a chover? Não é por falta de uma pastagem adubada, plantada de primeirissima que se vai deixar de criar búfalo em Marajó, correto? Muito pelo contrario, o búfalo tem se mostrado como a melhor opção para a região. Isso não é criar milagres mas divulgar a verdade que temos nas mãos a muito tempo sem apresentar como
vantagem.
Quando falo em Marajó (por estar mais proximo) posso estender para o cerrado do Centro oeste, ou para qualquer outra região do Brasil, mas devemos ter o cuidado de observar as caracteristicas de cada uma delas.
O que considero mais predador é o proprio homem que atua sobre a região sem dar a devida atenção que a atividade necessita.
Levantemos pois os nossos trompetes para alardear o que já conhecemos das qualidades do búfalo pois são tantas que não temos necessidade de criar nenhuma outra falsa, mas falemos das que sabemos.

SDS

Eduardo Daher
Fazenda Kakuri
Búfalos de Qualidade.

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Grupo Búfalos
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enviado 08-05-2004 13:33           Editar/Eliminar Mensaje
Companheiros da lista, bom dia . . .
Mas, bom dia mesmo

Respeito os pontos de vista contrários, de vez que, " toda tese tem uma antítese totalmente contrária e verdadeira" É de direito individual o livre pensamento, porque cada ser humano é único no universo.

Creio também que da discussão nasce a luz. Ainda mais, se for esperar o consenso ninguém dá um passo a frente.

Por via de conseqüência, segue abaixo minha opinião a respeito do artigo publicado no Diário MS., conforme mensagem de 07/01/04. Até tenho este dever, porque, a redação daquele jornal se baseou em informações que enviei a toda mídia sul matogrossense:

1.. Apesar dos avanços, a maioria do produtor rural pouco aprendera acerca de marketing, prova é que são os compradores que colocam o preço em tudo que ele produz;
2.. No mundo dos negócios é cobra engolindo cobra e não há lugar para os
temerosos;
3.. Isto é, só tem êxito comercial aquele que chega antes, de ". . . duro" e não pisando em ovos;
4.. Se nos paises do primeiro mundo, o consumidor paga pela carne e mussarela de búfalo o dobro em relação à do bovino, não é por acaso. É porque a proteína bubalina tem algo mais que as similares;
5.. Se aqui no Brasil vende-se o búfalo por um preço inferior a do bovino, ninguém pode negar que é devido à falta de procura por parte do consumidor, por desconhecer suas vantagens;
6.. Se Organismos da reputação do Istituto Sperimentale per la Zootecnia
(Itália) Universidade Federal do Pará, USDA Agriculture Handbook, Embrapa da Amazônia Oriental, etc. publicam dados favoráveis ao nosso negócio, tem pé no chão, quem usa esses dados para alavancar a venda do seu produto;
7.. Se houve falha na coleta de dados, cabe aos prejudicados provarem o contrário com meios mais aprimorados e não aos beneficiados levantar a questão;
8.. Aliás, maximizar o que é bom nunca foi crime, não é propaganda enganosa e sim um colírio para abrir os olhos dos cegos. É dar um tempero mais saudável ao aperitivo;
9.. Assim é que tenho combatido muitos preconceitos contra o búfalo, quando afirmo que se trata de um bovino melhorado. Porque não usar esse argumento, já que as enciclopédias do mundo inteiro afirmam que o búfalo é um bovino?
10.. Se uma Universidade conceituada, como é a UFPA, emite um documento, onde certifica, que a carne bubalina é light, porque engavetar um documento dessa preciosidade?
11.. Se é público e notório que 90% das doenças entram pela boca, porque não exigir a implantação na grade curricular do ensino fundamental da disciplina mais importante para o ser humano, que é a educação alimentar?
Conseqüência: Redução dos gastos públicos com remédios na mesma proporção - um por dez;
12.. Se a Embrapa da AM. Oriental em pesquisas sérias detectou microorganismos (e não restos de alimentos) nas fezes dos búfalos e que depositadas em rios e lagos servem de alimento a várias espécies de peixes, porque não afirmar que o búfalo faz parte da cadeia alimentícia a fim de atrair os ambientalistas para o nosso lado?
13.. Se de acordo com o mesmo Organismo, o búfalo tem maior poder conversor de vegetação nativa de baixo valor nutritivo (rejeitada pelo bovino) em proteína nobre, porque não divulgar esta vantagem aos quatro
ventos?
14.. Com relação a ganho de peso em menor tempo ninguém contesta a importância de um volumoso de alto valor nutritivo acompanhado de um concentrado bem balanceado;
15.. Porém, parece mentira, mas, não é e nem serve de regra geral. Comprei um lote de búfalos magros no Pantanal semi-selvagem, rústicos mesmo. Parte foi para o confinamento e meia dúzia ficou no varjão fora do alcance dos peões. Hoje todos estão bem acabados, inclusive os que ficaram na pastagem nativa. Os que ficaram no confinamento receberam silagem de mombaça, cana picada, caroço de algodão, milho, uréia, calcário calcítrico, sulfato de
amônia, rumenzim e sal mineral, nas proporções indicadas pela Embrapa. Os
que ficaram no varjão se alimentaram de capim barba de bode, rabo de burro,
navaião, capituva, taboa, aguapé, etc. e nada mais que sal mineral. Dá pra
entender isso?
16.. Depois que passei a criar búfalos, os corichos e lagos ficaram qualhados de peixes e o número de aves aquáticas triplicou. Inclusive apareceram espécies diferentes que ali fizeram seu habitat permanente. Qual
foi a causa disso tudo?
17.. Outra coisa interessante que aconteceu foi o controle das queimadas.
Quando criava bovinos, devido ser muito seletivo e o capim nativo ser meio duro, apenas a parte mais tenra era pastoreada. As camadas secas iam se superpondo com as verdes e quando pegava fogo ninguém segurava. Alem de o fogo destruir a flora, também eliminava toda espécie de vida animal;
18.. No inverno passado o fogo devorou todo varjão do vizinho, mas quando entrou em minha fazenda, apenas queimou uns dois alqueires. Isto porque com o pastoreio dos búfalos na vegetação nativa, houve uma redução da massa seca referida;.
19.. Conclusão:
a) Pastagem nativa é viável economicamente para criação de búfalo e com
vantagens em relação a bovinos;

b) Fora das discussões acadêmicas, búfalo faz parte sim da cadeia alimentícia e quem quiser matar a curiosidade está convidado a chegar até minha fazenda na barranca do Rio Paraná para inspeciona-la e verá o seguinte: Nos 50% da área, que é pastagem nativa, o búfalo nada estragou,
muito pelo contrário, foi a causa do aumento de animais silvestres e controle das queimadas;

· Ora, se a presença de búfalos no varjão, resultou no aumento de peixes e
conseqüentemente de outros animais que deles dependem;

· Se nenhuma espécie de vegetação desapareceu;

· Se nenhum lago, coricho ou rio fora assoriado ou soterrado;

· Se as queimadas ficaram sob controle;

· Se a vegetação nativa se renova continuamente, onde está a degradação do
meio ambiente?

· Concluindo, o búfalo bem manejado convive com o meio ambiente sem danificá-lo como outro qualquer animal selvagem. Logo, é um animal ecológico, rústico e mais produtivo que o semelhante;

· Só não é para os ambientalistas fanáticos e irracionais, que dão mais valor a uma moita de capim do que no ser humano;

· Se tivéssemos búfalos no Brasil, onde se encontra o boi, 50% dos serrados e varjões devastados pela grade aradora, ainda estaria em seu estado natural e todo complexo da bio diversidade;

· Entendo finalmente que, colocar em dúvida esses dados científicos é desprestigiar seus autores, que trabalharam arduamente durante anos a fim.
Tudo em nosso favor, bem como, fazer um gol contra em termos de marketing.

Migliorini - ACB - MS.

P.S.: Quando li no site
http://www.ruralnews.com.br
que o intervalo de parto é de 150 dias favorável aos búfalos (não confundir com tempo de gestação) interpretei como verdade, de vez que, o tempo de vida, o índice de
fertilidade e a eficiência reprodutiva bubalino/bovino levam a esta conclusão;

Depois das objeções contidas nas mensagens dos amigos da lista, continuo pensando da mesma forma, já que ninguém me apresentou estudos contrários ou que levassem a outra conclusão.

Assim sendo, estou esperando dados mais concretos para mudar de posicionamento.

Outros estudos levados a efeito pela Embrapa CPATB, Emater, Secr. RS não são dessemelhantes, onde o intervalo de parto é de 570 dias para os bovinos e de 405 a 480 dias para os bubalinos. Vide também o site
http://www.faciola.com/bufalo
no item carne.

Migliorini

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enviado 08-05-2004 13:41           Editar/Eliminar Mensaje
Eduardo,

Nos Proceedings do I Simpósio de Búfalos das Américas, realizado em Belém, PA, na páginas 573-575, estão publicados vários trabalhos que contém dados de colesterol em carne e derivados de búfalos.
No EVALUATION OF CARCASS INCOME AND PHYSICAL-CHEMICAL CHARACTERISTICS OF THE "BABY BUFFALO" MEAT -, de autoria de José de Brito Lourenço Júnior; Vanessa Vieira Lourenço;
Norton Amador da Costa; Luiz Octavio Danin de Moura Carvalho; Lúcia de Fatima Henriques Lourenço; Consuelo Lucia Sousa; Núbia de Fatima Alves dos Santos existem dados comparativos de carne de búfalo e de bovino.
Essa pesquisa foi realizada para um Trabalho de Conclusão de Curso - TCC de Nutrição, na Universidade Federal do Pará - UFPA, da hoje Nutricionista Vanessa Vieira Lourenço, que trabalha no Hospital Porto Dias e na Clínica ProtoGastro, quando eu era Professor do Curso de Nutrição daquela Universidade.
Na mesma publicação, existem outros trabalhos realizados por nós, contendo dados de colesterol em derivados da carne de búfalo - CURED SAUSAGE ELABORATED WITH SECONDARY CUT OF "BABY BUFFALO" - INCOME AND PHYSICAL-CHEMICAL CHARACTERISTICS, pgs. 576-578, de autoria de José de Brito Lourenço Júnior; Nadya Helena Alves dos Santos; Harley Christian Amazonas Bemmuyal; Lúcia de Fátima Henriques Lourenço; Cláudio Chaves Amanjás; Consuelo Lúcia Sousa; Norton Amador da Costa1; Luiz Octávio Danin de Moura Carvalho; Núbia de Fátima Alves dos Santos, também para TCC, da hoje Nutricionista Nadya Helena Alves dos Santos, que trabalha no SESC - Serviço Social do Comércio.
Outro trabalho, com o mesmo objetivo, INCOME AND PHYSICAL-CHEMISCAL CHARACTERISTICS OF "BABYBURGER" ELABORATED WITH SECONDARY CUT OF BABY BUFFALO, pgs. 564-566, de José de Brito Lourenço Júnior; Lúcia de Fátima Henriques Lourenço; Cláudio Chaves Amanjás; Consuelo Lúcia Sousa; Norton Amador da Costa; Luiz Octávio Danin de Moura Carvalho; Núbia de Fátima Alves dos Santos, apresenta dados de colesterol em derivado da carne de búfalo. Sds. L.Jr.

José de Brito Lourenço Júnior
Engenheiro-Agrônomo, Mestre em Nutrição Animal
Doutor em Ciências Biológicas/Biologia Ambiental
Pesquisador III da Embrapa Amazônia Oriental
Trav. Dr. Enéas Pinheiro, s/n - Belém, Pará, Brazil
(0xx91)299.4679-Office/276.5872-Home/9982.6452-Celular

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enviado 08-05-2004 13:46           Editar/Eliminar Mensaje
Voltando ao assunto da lista onde discutimos o colesterol do búfalo, queria dizer que nunca vi um nelorista falar que o nelore dá coice, que o nelore é bravo, que o nelore é mais lento no crescimento, que o gado europeu é hospedeiro de carrapato, que o gado europeu sofre demais com o calor e mais umas outras coisas a mais.
Quanto a não saber como foi feita a analise comparativa da carne de búfalo nos USA e por isso não acreditar nela, é que me preocupa, pois varios trabalhos já foram publicados no Brasil e mesmo no 1º Simposio de Búfalos das Américas que realizamos aqui em Belém (conforme mensagem que o pesquisador da Embrapa dr. Lourenço gentilmente me enviou), mas as pessoas continuam a somente não acreditar nos dados dos USA.
O Mario Martins do Baby-Búfalo aqui de Belém PAGOU para fazer a mesma pesquisa para poder colocar os dados na embalagem de seus produtos (exigencia do CIF se não me engano) mas não colocou o resultado aqui na lista para conhecimento geral.
O que me preocupa é que estamos perdendo um tempo muito grande e precioso para colocar em duvida coisas que não são construtivas para o búfalo e não temos energia para divulgar as qualidades do búfalo, que em situações de falta de alimento suficiente (e isso ocorre quase todos os anos na maioria das fazendas brasileiras) que seu desenvolvimento é muito maior, que sua carne não é marmorizada e portanto com uma boa faca se consegue tirar a maior parte da gordura da sua carne, que seu leite é mais produtivo para produtos lacteos e etc, etc, etc,......
NÃO SOU partidario de se "vender" búfalo como milagreiro, mas não concordo é que fiquemos eternamente com o pé plantado no chão com medo disso ou daquilo.
A sua divisão em tres grupos são pertinentes, mas o primeiro grupo hoje já tem dados suficientes para poder dizer que a pesquisa americana é correta, sem medo de vir a se decepicionar.
Da proxima vêz que voce for comer uma galinha assada, me faça o favor de pegar a cocha e sob a pele na região da articulação verifique a quantidade de gordura que está ali depositada. Por favor não mande fazer analise do teor de hormonios que existem, pois isso lhe privaria eternamente de comer um gostoso frango assado. Mas isso ninguem diz.
Os técnicos brasileiro que não acreditam nos dados americanos, poderiam apresentar seus trabalhos de pesquisa comprovando que não é bem assim como os gringos falaram e acabar com o mito de uma vez por todas. O ruim é esse chove não molha de se colocar em duvida mas não provar, não assumir postura, mas minar na base.
Me lembro muito bem uma epoca aqui em Belém um jornalista querendo bagunçar o coreto de um determinado cidadão, colocou uma nota na sua coluna defendendo o dito cujo assim " é completamente inveridica a fofoca de que fulano é bicha, isso é uma leviandade..." Todo mundo passou a achar o contrario.
Precisamos ter cuidado mas de ambos os lados, senão ficaremos com os pés tão plantados que criarão raizes e jamais decolaremos.
Concordo com a maxima seriedade das informações.
O terceiro grupo está na minha opinião, cada vez mais forte (sofre muitas perseguições do primeiro) e a esse devemos dar muita força, afinal ele não tem gente com medo da verdade, mas que busca a verdade, pois acredita nas perolas negras, que investe amor, tempo e dinheiro (que está curtissimo).
Acredito firmemente que esse grupo está cada vez mais forte, que já está tomando corpo e que começa a levar ao nosso tão querido búfalo mais credibilidade, mais "sustancia" e para uma posição de destaque na pecuaria brasileira.
A isso precisamos acrecentar o apoio de todos e no dia 23/01/04 e mostrar o que desejamos e o que precisamos para os proximos ano em termo de búfalo.

SDS

Eduardo Daher
Fazenda Kakuri
Búfalos de Qualidade

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enviado 08-05-2004 13:51           Editar/Eliminar Mensaje
Caros companheiros da lista

Como nosso amigo Eduardo nos solicitou, estamos disponibilizando resultado de análises oficiais relativas ao colesterol, realizadas em cortes de baby bufalo por solicitação do Ministerio da Agricultura, no laboratorio Microbiotec Save, que é credenciado pelo mesmo pararealizar este exames, na certeza de contribuir de certa forma para oeste assunto e a comprovação da qualidade da carne de búfalo.


Peças Baby Bufalo Bovino (Nelore)

Alcatra 37 mg 75 mg
Coxão duro 21 mg 66,1 mg
Coxão mole 54 mg 76 mg
Contra file 24 mg 101,1 mg
Filé Mignon 33 mg 50,4 mg
Lagarto 18 mg 69,4 mg

A maior taxa de colesterol encontrada foi na Fraldinha com 65 mg e a menor taxa foi no Musculo e na Capa de contra filé com 5 mg.

Gostariamos de publicar o Laudo completo das analizes realizadas que incluem: Proteinas, Umidade, Lipidios, Carboidratos, Fibras alimentares, Teor de cálcio, Teor de ferro, Teor de sodio, Valor Calorico, Residuo Mineral, Gorduras saturadas, apesar do auto custo para realização destas análises, porém, devido o aparecimento de alguns clones da nossa marca e do nosso logotipo em outros estados, estaremos disponibilizando estes resultado aos amigos e interessados no desenvolvimento da bubalinocultura brasileira durante a reunião da ABCB do dia 23/01/04 em São Paulo.

Podemos felizmente verificar que a taxa de colesterol de nossas perolas negras brasileiras são visivelmente inferiores as divulgadas pela pesquisa da USDA no Water Bufalo Americano.

Aguardem as surpresas com relação as outras análises na reunião.
Ex: Acatra - Gorduras totais - Baby Bufalo - 1g
Bovino(nelore) - 11g


Sudações Bubalinas

Mario Martins
Baby Búfalo Com de Alimentos Imp. Exp. Ltda.
Belém - Pa

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enviado 08-05-2004 13:55           Editar/Eliminar Mensaje
Estão de parabens todos aqueles que pensam de forma positiva e autrísta com relação ao búfalo. Creio que esssa história do COLESTEROL, que começou com o Senhor Pineda - que é Nelorista, relacionando várias bibliografias sobre o assunto e,envolvendo o nosso nome, a quem já interpelei várias vezes e até agora nenhuma resposta, servirá de pelo menos para nós fazer alguma reflexão.
Como falou o companheiro Migliorini (PARABENS) e agora o Mario Martins, mostrando as análises realizadas, demonstram muito bem que esse assunto, não deve ser visto como polêmica entre nós - criadores, técnicos e adimiradores dessa fabulosa espécie.
Devemos divulgar as coisas boas do búfalo - SIM. Porém com profissionalismo e responsabilidade e acima de tudo com ética. O caso do Senhor Pineda, vou aguardar mais um pouco, quandoentão vou interpelá-lo por carta por SEDEX e com A.R., para saber o motivo pelo qual ele está publicando bobagens, e utilizando indevidamente o nosso nome, dizendo asneiras, e atribuindo a nossa pessoa como divulgador de características que o búfalo não as possui.
Vamos continuar divulgando as coisas boas do nosso búfalo.
Como estou de férias em Fortaleza, porém após o nosso regresso a Belém, vou disponibilizar uma vasta informação sobre a comparação entre a carne do búfalo versus bovino.
Entretanto, quem quizer se adiantar, olhe o site
http://www.americanwaterbuffalo.org

Ai tem muita coisa interessante sobre o assunto.

Parabens o Mario, Eduardo, Migliorini e outros que tentar desmistificar as campanhas sórdidas contra o nosso búfalo.

Existem nichos dentro dos Neloristas, com grande receio do búfalo crescer e ocupar o seu lugar na pauta de exportação de carne e, ter a carne obviamente mais cotada que a do Nelore, coisa que inexoravelmente vai aconter em breve.

Saudações bubalinas e

Floreat bubalus

William

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enviado 08-05-2004 14:03           Editar/Eliminar Mensaje
Fidencio, eu já estava me sentindo incompetente não sabendo manejar os búfalos mas, ouvindo gente tão experiente como você me senti de certa forma aliviada.
Em Brasilia e Tocantins, temos tido problemas com os animais que vão a àgua,
defecam, sujam e deixam pêlos. Os vizinhos reclamaram e para evitar maiores problemas cercamos as nascentes e as margens dos córregos.
Este ano sofremos uma seca prolongada e nossas reservas de silagem terminaram final de setembro.
Até a chegada da chuva e recuperação de parte das pastagens nossos animais tiveram que comer capim seco, lobeira e vegetação nativa. Emagreceram mas não perdemos um único animal. Em Tocantins tivemos o mesmo problema e não perdemos um único Búfalo, mas, perdemos 3 nelores. Claro, que já adotamos providências para que o mesmo não se repita.
Leni Cruz

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enviado 08-05-2004 14:18           Editar/Eliminar Mensaje
Leni,
cada dia a gente aprende um pouquinho.
O nelore acha que pode acompanhar o búfalo e se atola. Aí, se não for acudido a tempo, ele se resfria dentro d'agua.
Retirado do atoleiro, ele sofre uma crise de nervos e se descontrola. Parte pra cima das pessoas, cai e não se levanta.
A gente põe, lá, pra ele, uma bacia de ração mas ele se recusa a comer. Enfraquece e vai morrendo aos pouquinhos.
A melhor coisa que se pode fazer com uma rês nelore, após ser retirada do atoleiro, é carneá-la. Aproveitar a carne que ela tem.
A búfala, devido aos largos movimentos nas articulações das mãos, não atola.
Para a criação de bufalos, muita agua não é bom. As femeas podem parir dentro da d'água. Neste caso, perdem a cria. Muita agua tras muito verme.
Na Caroba, temos pouca água. Por isto, garantimos às búfalas um bom banho antes da ordenha, em um poderoso lava-jato instalado antes da sala de espera da ondenha.
O banho tira o stress, relaxa e limpa. Melhora a higiene na ordenha.
Um abraço,
Fidencio

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Grupo Bovinos Carne
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enviado 07-06-2007 15:15     Presione aquí para ver el perfil de Grupo Bovinos Carne     Editar/Eliminar Mensaje
Caros amigos da lista de discussão,
gostaria de saber se algum de vocês sabem qual a instituição que certifica o
menor teor de colesterol, maior de cálcio, gordura, etc. no leite de búfala, para estar anexando à tabela de valor nutricional
da Mozzarela di Búfala, a fim de que as informações colocadas em um folder
tenham embasamento científico.
Grato,

Paulo Araújo

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enviado 07-06-2007 15:17     Presione aquí para ver el perfil de Grupo Bovinos Carne     Editar/Eliminar Mensaje
Paulo,

Há diversos trabalhos certificando a composição do leite de búfalas, alguns em português, podem ser encontrados na
internet, tais como:

Análise Quimica do Leite de Búfalas em Comparação ao Leite de Vaca. Verruma M.R., Salgado J.M. Sci. agric.,
Piracicaba, 51(1):131-13,jan./abr., 1994
http://www.scielo.br/pdf/sa/v51n1/20.pdf

Análise Química e Nutricional do queijo mozzarella e requeijão de liete de búfala. Verruma M.R., Oliveira A.J. ,Salgado J.M. Sci. agric. (Piracicaba, Braz.) vol.50 no.3
Piracicaba Oct./Dec. 1993 em
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-90161993000300016&script=sci_arttext&tlng=pt

Otavio

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enviado 07-06-2007 15:19     Presione aquí para ver el perfil de Grupo Bovinos Carne     Editar/Eliminar Mensaje
Desculpe, mas entendo que misturar dados nutricionais comparativos do leite
de búfalas com o leite de vaca pode ser negativo do ponto de vista de marketing.
A incrível vantagem comparativa do leite de búfala atende fundamentalmente interesses dos processadores, pois a inconteste
superioridade em sólidos totais gera rentabilidade maior na industrialização e não necessariamente na qualidade nutricional.
O mercado consumidor atual é ávido por alimentos funcionais que se caracterizam por uma composição com baixo teor de olesterol, alto valor protéico e nível calórico reduzido.
No varejo, o consumidor desses alimentos funcionais, olha basicamente para o
teor de colesterol e para a quantidade de calorias. Os menos avisados olham
apenas o nível das gorduras.
Chamar a atenção para o fato de que o leite de búfala tem mais do que o dobro da quantidade de gordura do leite de vaca, conforme o estudo do pessoal de Piracicaba, pode ser desastroso.
A minha óptica é de que o grande ponto de venda para a mozzarela está na sua
incomparável qualidade gastronômica.
Abraços,Roberto.

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