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Tema: Calidad de la leche de búfalas
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Grupo Búfalos Miembro Mensajes: 13 De: Registrado: Feb 2010
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enviado 17-07-2007 16:29
Uso da contagem de células somáticas para bubalinos. A demanda crescente pelo queijo Muzzarella e sua composição diferenciada explicam em grande parte o interesse pelo leite de búfala no Brasil e em outros países. Em termos mundiais, os maiores produtores são a Índia e Paquistão, enquanto que na Europa, o principal país produtor é a Itália. Para exemplificar o potencial desse tipo de leite, basta dizer que, em média, a composição do leite de búfala pode atingir 8,3% de gordura e 4,8% de proteína, o que confirma o grande potencial como matéria-prima para a fabricação de queijos. Tradicionalmente, considera-se que a búfala é menos susceptível à mastite do que a vaca. Essa maior resistência às infecções intramamárias poderia ser explicada, em grande parte, por algumas características como o menor diâmetro e maior extensão do canal do teto, o que dificulta a invasão de microrganismos. Por outro lado, também é verdadeiro que as búfalas têm um úbere mais pendular e tetos maiores, o que pode aumentar o risco de ocorrência de mastite. Independentemente, dessas particularidades da espécie, os bubalinos apresentam praticamente os mesmos problemas sanitários que os bovinos, o que significa dizer que a mastite também pode ser considerada a doença que mais afeta a produção e qualidae do leite das búfalas. Com o objetivo de estudar a prevalência de infecções intramamárias em búfalas durante toda a lactação e, adicionalmente, identificar os agentes causadores mais prevalentes e a relação entre CCS e produção de leite, foi desenvolvido um estudo em dois rebanhos bubalinos na Itália, com total de 300 animais em lactação. Os rebanhos foram visitados mensalmente durante toda a lactação para a coleta de amostras de leite para cultura icrobiológica (identificação dos microrganismos causadores de mastite) e para a realização de CCS e composição do leite (gordura e proteína). Ao final do estudo foi analisado um total de 1912 amostras de leite. Em termos de prevalência da infecção, do total de 1912 amostras coletadas, 63% dos quartos estavam infectados, o que indica uma alta prevalência da doença. Além disso, nenhuma búfala permaneceu livre de infecções intramamárias ao longo do estudo. Dentre os quartos infectados, os agentes causadores mais comuns foram os estafilococos coagulase-negativa (78% das amostras). No início da lactação, a prevalência da mastite era baixa, atingiu o máximo de 79% animais infectados no terceiro mês de lactação e retornou para níveis de cerca de 60% após o sexto mês de lactação. Distribuição dos principais agentes causadores de mastite dentro das amostras de quartos infectados (n=1204) A CCS foi um bom indicador da ocorrência de mastite, sendo que 100% dos quartos com valores acima de 200.000 cel/ml estavam infectados, enquanto que 98% dos quartos com CCS abaixo desse limite não apresentaram a infecção. Isso indica uma alta sensibilidade (99,1%) e alta especificidade (100%) para o uso da CCS como indicador da ocorrência de mastite subclínica em búfalas. Entre os fatores associados com a ocorrência de mastite subclínica, o estágio de lactação foi um dos que mais apresentaram efeitos, uma vez que o risco de uma infecção intramamária foi de 6,3 vezes maior no final da lactação do que no início. Outros fatores de risco importantes foram a maior produção de leite e o número de parições, sendo que animais com maior produção e mais velhos foram mais susceptíveis a ocorrência de mastite. Observou-se, também, que os animais infectados não apresentaram redução significativa da produção de leite em relação aos animais sadios, o que indica que a ocorrência de mastite subclínica, nas condições do estudo, afeta pouco a produção. Além disso, diferentemente da vaca, as búfalas infectadas não apresentaram elevados valores de CCS, o que em parte pode ser explicado pela distribuição dos patógenos causadores de mastite nesses rebanhos, pois o agente mais comum (estafilococos coagulase-negativa) tem como característica uma baixa elevação da CCS nos animais infectados. Os resultados do estudo indicam que em função da pequena diferença de produção de leite entre quartos com alta e baixa infecção, não se justificaria o tratamento intramamários com antibiótico para casos de mastite subclínica em búfalas durante a lactação.Fonte Moroni, et al., Journal of Dairy Science, v. 89,
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enviado 17-07-2007 16:32
Bom Dia Pegando uma carona no tema,vou como sempre fazer minhas perguntas. Estou com um problema de acidez no leite,o leite recém ordenhado ( a 1° ordenha começa as 3:000 Hs e vai até as 6:00Hs),está chegando com 19°a 21°D. O Leite é retirado mecanicamente (balde ao pé),e passado em um rebaixador de placas,e depois vai para latôes plásticos aonde fica até ir para o Latícinio que fica a cerca de 50 mts do curral.Chega no laticinio as 6:10. A higienização,é feita através de detergente acido e alcalino e com agua quente,em todos os equipamentos de ordenha e nos latões. A semana passada,foi realizado CMT por um veterinário,e nada foi constatado.Apenas 3 vacas levemente suspeitas as quais estão sendo ordenhadas por ultimo. As búfalas estão comendo: Cana 30 Kg,Cevada14 Kg,Refinasil 2 Kg e Polpa Citrica 2 Kg. A Cana é cortada logo após a ordenha e servida rapidamente no cocho ,corta-se as 7 e as 11:00 as vacas já estão na corrente,aonde ficam até o fim da ordenha da tarde(inicio as 14:00 e fim as 16:00) Após a ordenha da tarde,é colocado sorgo cortado verde as 12:00Hs e os bezerros ficam comendo no curral até acorrentar as vacas as 3:00hs da manha,qdo é colcado novamente cevada e as vacas ''limpam o cocho" e depois são soltas no pasto até acorrentar de novo as 11:00. Tenho vacas em vários estágios de lactação,mas o leite é colocado em latôes separados,mas até as vacas de bezerro de novo 60 dias de parida estão com leite ácido. O que pode estar ocorrendo? Obrigado Fábio
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enviado 17-07-2007 16:47
Fábio Verifique se entre os latões que você faz a ordenha, existe algum furado. O vácuo que se forma no latão na hora da ordenha, poderá sugar sujeiras para dentro dele, caso esteja furado. Aproveito a oportunidade para comunicar que em breve, estarei disponibilizando a esse grupo, um trabalho nosso sobre "Manejo de Búfalas Leiteira" Com um abraço Alberto Couto
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enviado 17-07-2007 16:48
Alberto ObrigadoSão 5 conjuntos balde ao pé. No Total são retirados 11 latões e todos estão ácidos Vou ficar no agurado do seu trabalho. Fábio IP: Archivada |
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enviado 17-07-2007 16:51
Fabio,Um questão relevante é saber a quantos dias em média os animais pariram pois, a acidez titulável (como o processo Dornic), sofre influencia do teor de proteinas do leite que estão aumentados na fase de colostro (pelas soropreteínas) e nas fases iniciais da lactação. Há um trabalho do Dr. Eduardo Bastianetto em http://www.cbra.org.br/pages/publicacoes/rbra/download/RE0124952.pdf em que cita referencias das búfalas mediterrânes italianas nas quais se observa que na primeira semana pós parto se verifica em média até 27 graus Dornic, valor que se reduz a 22,5 na 2a semana e a 20,25 aos 25 dias. Além das condições fisiológicas da espécie, destaca ele no trabalho alguns fatores que podem afetar a acidez e que, creio, seja de interesse reproduzir: Fatores ambientais que causam o aumento da acidez titulável do leite da búfala 1. Presença de bactérias saprofitas produtoras de acido lático através da fermentação da lactose 2. Conservação do leite em refrigerador sujo e resfriamento lento 3. Transporte do leite em latas sujas e temperatura inadequada 4. Percursos longos e demorados. 5. Ordenha com pouca ou nenhuma higiene Fatores alimentares que aumentam a acidez titulável do leite 1. Excesso de forragem grosseira sem a observação das características nutricionais. 2. Fornecimento de alimentos inapropriados: silagem de baixa qualidade, alimentos mofados, mistura mineral inapropriada. Otavio IP: Archivada |
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enviado 17-07-2007 16:52
OtávioVc acha quea a adição de calcareo calcitico ajudaria? Normalmente,eu tenho colocado bicarbonato 20 g/vaca uma vez por semana,e sempre deu certo.Mas agora acho que devido a cana estou pensando em mudar para Calacreo. Quanto devo dar por vaca? Obrigado Fábio IP: Archivada |
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enviado 17-07-2007 16:52
Fabio,Forneço cana e napier aos animais da Laguna alem de um suplemento a base de castanha de caju, farelo de babaçu e um pouco de milho ao qual adiciono 150 gramas dia de calcareo calcitico não sei até onde ele contribui mas o fato é que leite tem apresentado ph 6,8 e acidez dornic de 18º. um abraço Nelson
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enviado 17-07-2007 16:54
Fabio, Ja utilizamos o calcareo a tantos anos que não me recordo se houve, ao inicio, periodo de adptação. Creio que 150 gr/dia não seja o limite maximo ( é bom ouvirmos alguem da area de nutrição ) e que possa ser adicionado ao suplemento que, acredito, esteja sendo ofertado aos animais de forma parcelada ao longo do dia. Um abraço Nelson
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enviado 17-07-2007 16:55
Nelson, Obrigado Achei Calcareo Calcitico aqui a R413,00/50Kg,é esse mesmo o preço? Achei caro Fábio
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enviado 17-07-2007 16:56
Fabio, O preço é absurdo ! Estamos falando de calcareo calcitico agricola. Aqui onde o preço é sempre bem mais alto que por ai, o ultimo preço foi por volta de 100,00/TONELADA. Nelson
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enviado 17-07-2007 16:58
Fabio,Em relação ao produto que utilizo, calcareo calcitico de uso agricola, o preço esta absurdamente alto. Por aqui o preço esta por volta de R$100,00/ton. Esqueci de informar que na maternidade, para onde vão as matrizes até 60 dias pré parto, estamos utilzando 50 gr./dia de calcareo. Atenção estou relatando o que pratico e não recomendo como correto até porque não tenho conhecimento cientifico que me habilite a tal. Minha pratica pode estar totalmente errada e, para orientação minha e de outros criadores, solicito contribuição de especialistas na forma de criticas construtivas. Nelson
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enviado 17-07-2007 17:06
Fabio,Complementando com algumas observações da literatura (na falta da opinião dos técnicos presentes na lista), vou dar alguns "chutes": - Nas primeiras semanas da lactação, as búfalas apresentam uma acidez Dornic mais elevada que bruscamente se reduz nas primeiras semanas até atingir "normalidade". Assim, pela acentuada sazonalidade de nossos rebanhos, há um período do ano (março/abril em São Paulo) em que a grande maioria das femeas estão paridas há poucas semanas e é frequente a ocorrencia de problemas de fabricação de derivados o que já está causando alguns problemas no relacionamento entre fabricantes-fornecedores sobre o prazo para inicio do envio de leite para industrialização. No seu caso, experimente verificar a acidez do leite das femeas paridas mais recentemente e das paridas a mais tempo para verificar o efeito desta situação. - Ainda no início da lactação, a búfala fisiologicamente tem uma menor ingestão de alimentos do que seria necessário, daí a recomendação de aumentarmos a "densidade" nutricional (mais nutrientes por kg de alimento, ou seja, dar ração). Caso isto não seja feito, o animal vai começar a "queimar" suas reservas corporais para produzir o leite e, para isso, começa a metabolizar as gorduras corporais o que resulta em procução de "ácidos graxos" e, portanto aumentam a acidez no sangue e no leite. O mesmo ocorre sempre que a dieta não atende as necessidades dos animais (a vaca emagrece, o leite fica mais ácido, a crioscopia aumenta, pode haver redução dos sólidos do leite, a fabricação de derivados pode ficar comprometida, o pico de produção diminui e a duração da lactação encurta). Corrigir a dieta muito longe do pico nas búfalas no adianta muito para a produção, e da búfala segue ganhando o peso perdido, mas o leite volta ao normal. Ou seja, se faltou comida no começo da lactação, isto contribui para a acidez e menor odutividade. - Um excesso de carbohidratos não estruturais (açucares de rápida degradação no rumen, com pouca fibra) também é causa, tanto de redução de ingestão alimentar quanto de aumento de acidez ruminal com reflexos no leite entre outros problemas. Isto ocorre por exemplo pelo uso excessivo de grãos, de silagem rica em grão ou "de cana", que no seu caso parece ser o único volumoso (cana + cevada + refinasil + polpa cítrica). Pode estar aí uma componente da acidez. - O uso de bicabonato (um tamponante, ou seja, que estabiliza a acidez ruminal) tem sido recomendado em bovinos nestes casos em proporção de até 1-2% da matéria seca da ração (ou seja uns 150-200 g/vaca/dia). Mas o treco custa caro demais. - No meu caso, também uso cana em quantidade expressiva, além de um nível elevado de concentrados (apesar de optar pelo caroço de algdão como um dos componentes por acreditar que tenha menor degradação ruminal que outros farelos e por ser mais barato por unidade de energia na minha região, apesar das bufalas não gostarem muito do danado). Para tentar diminuir o efeito de um eventual excesso de fermentação ruminal tenho usado o calcáreo (até 200 g/dia), que misturo no sal mineralizado (faço uma ingestão forçada de umas 70-80 g de algum sal que tenha maior teor de fósforo e que esteja mais em conta) e eventualmente com uréia+enxofre e coloco sobre a ração. O uso do calcáreo teria por finalidade, além de uma fonte de cálcio, agir como um tamponante (apesar de fraco em relação ao bicarbonato). - Como não transformo mais meu leite, não tenho tido oportunidade de acompanhar a acidez do mesmo, mas ao menos, meu comprador não tem reclamado (pode ser que não o faça para que eu não reclame do preço ?!). Outra coisa observamos foi o desapareciemento da propriedade foram as búfalas que sofriam deslocamentos do quadril após algum trauma, ficando "mancas", que creio tinham como componente alguma deficiencia mineral (particularmente calcio), casos que surgiram após o aumento de produtividade leiteira. Que se destaque que tudo aí é palpite. Otavio
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enviado 17-07-2007 17:10
Olá Fábio,Gostaria de dar umas opiniões sobre seu problema. Acho que não posso me considerar uma especialista em nutrição de bubalinos, pq sabemos mto pouco sobre esse tópico ainda. Mas podemos tirar algumas conclusões a partir do exposto. O uso de tampões não visa melhorar a acidez do leite e sim corrigir a depressão do teor de gordura e manter uma fermentação ruminal mais "normal", principalmente em condições de stress ao animal. Esse stress pode ser: Térmico: onde ocorre queda no consumo de forragens durante o período quente, às vezes atingindo o ponto em que drasticamente a relação acetato: propionato é alterada, causando o abaixamento do teor de gordura do leite. Nesses casos a adição de tampões (cerca de 1% NaHCO3, K2CO3 ou KKCO3 e 0,6 MgO, dados para bovinos de leite) poderá corrigir essa depressão na gordura. Nutricional: quando se fornece em diferentes proporções energia (em quantidade e qualidade) e proteína.
Não sei ao que se refere a refinasil utilizada por ti. Mas aparentemente vc está utilizando mta energia e pouca proteína. Ao meu ver seu problema está mais relacionado ao manejo de ordenha, principalmente na higiene dos utensílios e equipamentos. A acidez do leite está em um parâmetro normal entre 13 a 17 graus D (parâmetros bovinos), gostaria de perguntar aos colegas, se esses valores referenciais alteram para bubalinos. Essa acidificação ocorre em função da ação de bactérias sobre a lactose. Os principais gêneros de bactérias produtoras de ácido são: - Lactococcus; - Streptococcus; - Lactobacillus; - Leuconostoc; - Pediococcus; - Escherichia e - Enterobacter. Lhe indico uma análise de CBT (contagem bacteriana total). Cuidados com a higiene são o ponto básico para prevenir a acidez. Todos os utensílios e equipamentos que entram em contato com o leite devem ser adequadamente limpos logo após o uso e sanitizados imediatamente antes de serem reutilizados As etapas de limpeza devem ser as seguintes: 1) água morna de 35 a 45 graus C. (retirada da lactose) 2) água quente a 70 graus C + detergente alcalino-clorado (retirada da gordura) 3) Cloro presente no Detergente alcalino-clorado (retirada das proteínas) 4) Detergentes ácidos (retirada dos minerais) Indico vc observar a higiene do seu tratador ao manusear os utensílios. Se há a troca de mangueiras, teteiras e demais utensílios conforme o fabricante Espero ter contribuído com alguma informação que lhe ajude.
Aos amigos gostaria de informar sobre uma revista técnica de bovinocultura de leite (só artigos técnicos, de fácil compreensão e escrita por excelentes especialistas) que ainda está no número 2,. A revista se chama Leite integral. A assinatura está R$ 96,00 anual e o contato para assinantes é: (assinaturas@revistaleiteintegral.com.br) Eles estavam com uma promoção de lançamento que não sei se ainda está valendo. Eu paguei R$ 110,00 por dois anos de assinatura. Conversando com a editora ela se mostrou aberta para assuntos sobre a bubalinocultura de leite. Até o segundo semestre sairá um artigo meu sobre o tema. Um abraço a todos, Natalia Guarino Souza Barbosa Doutoranda em Ciência Animal EV-UFMG IP: Archivada |
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enviado 17-07-2007 17:13
Caros colegas,A Natália, está correta. O alimento consumido nada tem a ver com a acidez do leite e sim com o aumento ou diminuição da gordura ou de materia seca do mesmo. Durante mais de uma dezena de anos nós tivemos aqui em Botucatu uma acidêz em torno de 19o Graus Dornic. Como o nosso leite era destinado ao Hospital das Clinicas tinhas a necessidade de ser monitorado mas nunca nos preocupamos com esse detalhe. Ceta ocasião uma residente trabalhando com nutrição levou o leite para ser examinado e foi constatado uma acidez de 19,2o graus Dornic e no laudo saiu que o mesmo era impróprio para o consumo humano. O recebimento do leite foi suspenso. Dai em diante passamos a procurar as causas. Fizemos exames bacteriologicos de cada ubere ordenhado, de todos os animais por duas semanas consecutivas. Não constatamos problemas nesse sentido, nem mesmo mastite foi encontrado nas bufalas. Encontramos animais que apresentaram 21o graus Dornic de acidez no seu leite, quando a maioria apresentou a acidez de 17 a 18o graus. O prof. Dr Pascola Mucciolo, que viera da USP para Botucatu, especialista em Molestias infeciosa e especialmente mastite foi quem monitorou os exames. Não diagnosticando a causa chegou-se a conclusão que o problema de acidez alta nos bufalos éra mais devido a uma resposta fisiologico individual do que por contaminação do ubere. Apresentamos os laudos obtidos a diretoria do Hospital das Clinicas e o mesmo passou a recebe-lo novamente. Lembre-se que não estamos falando de contaminação do leite por problema no vasilhame ou pelo processo rápido da transformação da lactose na fermentação que inicia logo após estar no balde com o aumento da temperatura e com a presença de bacterias, provocando assim um aumento da acidez. Talvez seja essa a principal causa, mesmo com todos os cuidados das pessoas. Não sendo especialista no caso, dai a não manifestação, achamos que deviam ter conhecimento desse fato que vivemos há 30 anos atras, e vê-se que o mesmo ainda continua desconhecido. Prof. Alcides. IP: Archivada |
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enviado 18-07-2007 10:06
Natalia,Quando se falou em uso do tamponante, a idéia não reduzir a acidez do leite, mas sim, de melhorar a fermentação ruminal, tendo em vista que pelo informação do Fabio, pode estar ocorrendo como de um excesso de carbohidratos não estruturais (CNE) na dieta. Ele informa estar tilizando a cana como único volumoso, e fornece ainda uma mistura de farelo de gluten efinasil), resíduo de cervejaria e polpa cítrica, o que, pelo excesso de carbohidratos de rápida degradação ruminal com relação ao teor proteico da dieta pode contribuir para a uma certa acidose ruminal e consequentemente redução do teor de gorduras do leite como voce destacou. No que se refere à composição da dieta, pelas tabelas disponíveis ela parece conter 9,93% de proteína bruta e 64,94% de NDT. Não sei o nivel produtivo atual, mas se for em torno de 8 litros/dia, com uns 15% de primíparas no rebanho com uma composição semelhante à obtida nos trabalhos do Prof. Tonhati, utilizando as recomendações italianas, verificamos que a estimativa de ingestão diária seria em torno de 14,95 kg e as necesssidade de proteína seriam de 10,1% e de 59,6% de NDT, ou seja estaria havendo um leve éficit proteico na dieta (de umas 25g/d) e um excesso de energia, o que não parece ser um desbalanceamento muito significativo. Sobre a dieta, creio que valha a pena reproduzir trecho do trabalho do Prof. Zicarelli apresentado no I Simpósio Paulista de Bulalinocultura em Jaboticabal-1999 : ".Estes resultados indicam que a falta de cobertura das necessidades proteicas e/ou dieta com baixo teor proteico, especialmente se caracterizada com uma elevada relação CNE/PB, prolongada por mais tempo não resultam em baixos valores de uréia no sangue ou no leite, mas alteram o índice crioscópico. Como este ultimo parâmetro é utilizado no pagamento do leite é conveniente, na formulação da ração, não utilizar teores proteicos inferiores a 12% mesmo que valores inferiores sejam suficientes para a cobertura da necessidades proteicas." No que se refere à acidez titulável (Dornic), que na verdade é um teste indireto de acidez, excluídas as causas ligadas à contaminação do leite, destacamos que ele sofre também influencia da presença de proteínas, fosfatos, citratos e gás carbônico presentes no leite e, ao menos no que se refere às proteínas, usualmente presentes em teores mais elevados no leite de búfalas do que na de bovinas, acabam resultando, como ressaltou o Prof. Amorim sobre os valores de acidez Dornic observados por muitos anos em Botucatu, que o mesmo é mais elevado nas búfalas (apesar de que o pH ser levemente mais alcalino em búfalas que em bovinas). Há alguns trabalhos, mesmo no Brasil que mostram tal situação, tais com os de (Furtado, 1980) que conslue: "O aumento no teor de proteínas totais do leite de búfala, aumenta significativamente sua acidez titulável, entretanto sem influência aparente na acidez real " ou ainda (Veisseyre, 1975; Furtado,1980b), "A acidez do leite bubalino é maior do que a acidez do leite bovino. Esta característica é devida tanto pela presença do ácido lático, como pelo conteúdo de proteína (caseína) que é maior no leite bovino. A caseína reage com parte do hidróxido de sódio na titulação, e como a acidez é expressa normalmente em porcentagem de ácido lático, leva a uma interpretação errônea da análise ." Em função de fatos como esse e o descrio pelo Prof. Amorim é que a Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, através da Resolução SAA N.º 24, de 01 agosto de 1994 passou a considerar como normal para o leite de búfalas a acidez em graus Dornic entre 14 e 23 , com ph entre 6,40 e 6,90, pelo que eu saiba, único estado a criar um regulamento específico para o leite das búfalas. No caso específico descrito pelo Fabio, já que ele possui um Laticínio, creio que um indicador indireto da origem da "elevada acidez" seria a trabalhabilidade da massa de mussarela. Nos casos de contaminação como ressaltado pela Natália, ou de presença de colostro, haverá dificuldades na abricação, caso seja meramente fisiológico em função do teor proteico do leite, provavelmente a fabricação não terá problemas. Otavio IP: Archivada | |