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Autor Tema:   Ley de Mercado
Grupo Bovinos Carne
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enviado 26-03-2008 14:40     Presione aquí para ver el perfil de Grupo Bovinos Carne     Editar/Eliminar Mensaje
Otávio,
Recentemente li um e-mail em que você justifica nosso problema com a comercialização da carne de búfalo: FALTA UMA
LOGÍSTICA DE ABASTECIMENTO, ou seja, falta oferta.
Por essa razão, você esclarece que trabalhar na divulgação da carne seria criar uma demanda que não conseguiríamos suprir.
Não sei se foram bem essas as suas palavras, mas a idéia é algo parecido (não me lembro bem e não consegui encontrar o tal e-mail).
Pois bem.
Olhado por essa ótica, você tem razão.
Como investir para criar uma demanda se não existe o produto para atender?
Por outro lado, existe uma lei de mercado que poderíamos usar a nosso favor, A LEI DA OFERTA E DA PROCURA.
Se conseguirmos criar um desejo pela carne de búfalo;
Se formos eficientes nessa divulgação;
Se demonstrarmos suas qualidades atualmente valorizadas:
carne light;
Se os consumidores passarem a procurar por ela; O que normalmente ocorre?
É a lei.
Há demanda, falta produto.
O preço sobe.
Subindo o preço, certamente este será um grande incentivo para que o setor se organize na produção dos cortes mais
valorizados.
Lembro de um tal "bife de Kobe", apresentado numa reportagem aqui na lista, produzido no Japão e que atinge preços impressionantes em alguns restaurantes aqui no Brasil.
Existe uma demanda por aquele produto, porque ele é bom. Mas a produção é limitada. O bife é caro.
Não podemos continuar nas sombras dos bovinos e nem dos frigoríficos que usam argumentos totalmente infundados para
nos pagar menos pelos nossos produtos que são melhores.
Aproveitam da nossa desorganização, do nosso medo, da nossa preguiça. Vejo pessoas aqui nessa lista que me deixam excitado com
o nível de conhecimento e inteligência. Percebo que todos nós queremos e buscamos conquistar um espaço. Mas vejo que
ainda não temos um ponto de convergência. Estamos dispersos e acomodados como associados e como companheiros de
atividade. Vejo isso com certa tristeza, mas também como um desafio. Acho que é por isso que tenho opinado tanto aqui na
lista ultimamente.
Estou sendo provocativo mesmo. Que me malhem, que me xinguem, mas que pelo amor de Deus, tenhanhamos alguma reação.
Não tenho respostas, pois estas teremos que encontrar juntos, mas tenho muitas perguntas, muitas incertezas e muita
insegurança.
Abraços,
Ronaldo C.Garcia

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enviado 26-03-2008 14:44     Presione aquí para ver el perfil de Grupo Bovinos Carne     Editar/Eliminar Mensaje
Ronaldo,

Minha atuação pessoal sempre foi focada na produção leiteira e em animais para reprodução, assim mesmo, numa escala
infima (minha propriedade tem 50 hectares), de tal sorte que não consigo enviar ao abate nem meia duzia de animais o que
obviamente não me credencia a dar palpite algum neste segmento.
De qualquer forma, não tenho a menor dúvida que a carne de búfalos, por suas características, terá um amplo espaço no
mercado assim que alguém ache por bem que está na hora de faze-la existir.
Nestes 9 anos de existencia da lista já compilei mais de 150 páginas de emails com considerações sobre o assunto,
contendo os mais variados diagnósticos, proposições, exemplos, conceitos e quetais.
Já fui procurado por interessados em importação de carne de búfalos (abatidos mesmo) de diversos continentes e países,
situações em que invariavelmente repassava a demanda por estas e outras vias e nunca, absolutamente nunca, obtive qualquer resposta de nenhum criador ou grupo de qualquer região do país que se dispusesse a sequer se aprofundar no assunto.
Já tivemos uma demanda aparentemente firme de um grande empresário do setor procurando apenas mil animais por ano (cerca de 20 por semana), acenando com preços competitivos,
para animais no padrão que desejava. Novamente não fomos capaz sequer de enviar-lhe uma amostra.
Por outro lado, vivenciei diversas iniciativas de se pegar uns 50-100 litros por dia de leite de búfalas, naquele 7-8
meses em que se dispunham a produzir, transformá-lo num produto aceitável e, sem escala nenhuma, sair por aí abrindo
um mercado. Como nós vários outros hoje fazem da exploração leiteira de búfalas em muitas regiões uma atividade pecuária de respeito. Acho que na carne, faltam iniciativas e persistencias semelhantes. Espero que os bubalinocultores tomem
um dia para si esta tarefa, ou se conformem com o papel de coadjuvante quando algum "explorador" o fizer
Otavio

------------------
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http://ar.groups.yahoo.com/group/zoebovinoscarne/
Suscripción:
zoebovinoscarne-subscribe@gruposyahoo.com.ar

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enviado 26-03-2008 14:47     Presione aquí para ver el perfil de Grupo Bovinos Carne     Editar/Eliminar Mensaje
Ronaldo,
Concordo que realmente uma demanda crescente pela carne de bufalo fatalmente iria estimular a subida do preço dessa
carne. Mas ao mesmo tempo eu te pergunto como poderemos usar esse marketing a favor do búfalo se, como vc mesmo colocou,
a nossa cadeia de produção é desoganizada? Até onde uns poucos produtores conseguirão levar as "boa-novas" do bufalos? Provavelmente irias responder que a propria alta de preço estimularia a organização da cadeia. Porém, não seria o caso de concomitantemente ao marketing em favor da carne de búfalo devessemos convercer mais produtores ou até mesmo produzirmos de maneira mais racional. Refiro-me principalmente ao local onde é sabido estar o maior rabanho bubalino brasileiro, no marajó e baixo amazonas. Só para se ter uma
ideia quantos desses produtores fazem parte dessa lista ou da associação?
Portanto, não basta apenas( nós da lista ) termos os mesmos objetivos, é necessário que mais, e muito mais produtores
queiram ser verdadeiros produtores de bufalos.
Marcelo Pardauil

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enviado 26-03-2008 14:51     Presione aquí para ver el perfil de Grupo Bovinos Carne     Editar/Eliminar Mensaje
Caro Ronaldo e demais,

Ao meu ver, o único problema da carne búfalo é que ela não é conhecida. Ao contrário das carnes de cordeiro, avestruz,
escargot e outras, não é “chic” comer carne de búfalo.
Como ninguém consome (não há procura), o produtor não se preocupa em se organizar, daí os intermediários (frigoríficos)
fazerem como bem entende.
Para resolver essa questão, é necessário que se “construa a cadeia produtiva” da carne de búfalo: produtor à indústria
de abate e industrialização à consumidor. Para mim, o mais complicado (mas totalmente possível) é fazer isso de forma organizada (passo a passo) para não estragar a imagem do
búfalo. É tudo simples, mas a longo prazo.
O consumidor precisa conhecer a carne de búfalo, ou melhor, conhecer a carne light, depois saber que ela é de búfalo.
Uma opção seria fornecer a carne inicialmente a uma churrascaria (ou similar) de forma que o cliente saiba o que está comendo. Junto deve haver um esclarecimento sobre a qualidade e propriedades da carne e, se possível, divulgação de um local onde o cliente pode comprar a carne para preparar em
casa (pode ser algo tipo: em breve, aguarde, ou até mesmo com uma data definitiva). Essa é uma forma do consumidor degustar e se interessar pelo produto. Talvez, no início,
essa “fase de degustação” possa se prolongar um pouco, enquanto a outra parte da cadeia (produtores) se organiza para ter
escala, que não precisa ser muito grande.
O ponto de estrangulamento é a indústria de abate e industrialização, mas isso pode ser resolvido com parcerias.
Vejamos: um agente (e não o próprio frigorífico) seleciona e compra os animais para o abate; uma empresa parceira realiza o
abate e a desossa ficando com couro, miúdos e até com a parte traseira (no início) como pagamento. O próprio agente se responsabiliza pela comercialização do produto em pontos estratégicos. Conclusão: a carne vai ser vendida como carne
de búfalo (talvez com preço superior que a similar bovina), não tem por que o produtor receber menos pelo animal vivo
(com o passar do tempo pode até receber um valor superior ao bovino).
Por ultimo, falta o “elo” mais interessado da cadeia se organizar: o produtor. Por não haver grandes (em números de cabeças) produtores de búfalos de corte, é preciso uma
solução alternativa como cooperativas ou parcerias. Devido à magnitude do projeto, principalmente pela necessidade de se
agir em todos “elos” da cadeia, acho difícil um produtor agir sozinho, amenos que tenha muito conhecimento do que está
fazendo, e ter êxito. São poucos os produtores que sabem atuar no mercado, daí a necessidade da criação de um “agente”
(cooperativa, parceiro, consultor ou até mesmo a criação de uma empresa) para fazer a ligação entre tais elos.
Eu imagino que para tudo isso sair do papel e dar resultado, é preciso que uma empresa com boa visão de mercado e grande potencial financeiro “compre a briga” e invista pesado
em marketing e incentivo ao produtor.
Espero que um dia isso ocorra.
Fabrício Rosales
Zootecnista

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enviado 26-03-2008 14:59     Presione aquí para ver el perfil de Grupo Bovinos Carne     Editar/Eliminar Mensaje
Ronaldo, na minha visão acho que você está certo, des do meio do ano passado, aqui no Vale do Ribeira está acontecendo algo interessante, não se acha facilmente bezerros de búfalo para comprar. Não por falta de criação que nos últimos
anos vem aumentando, mas pela procura que subiu muito.
Acho que de certa forma com a divulgação que fazemos da carne durante a Expovale a procura pela mesma cresceu na região.
Também des do meio do ano passado estamos recebendo visitas e consultas de donos de restaurantes endereçados em carne de búfalos (em sua maioria restaurantes finos).
Só posso creditar este acontecimentos às informações que aparecem sobre a carne de búfalo.
No preço da carne ainda não está dando uma diferença significativa, mas está muito mais fácil de vender e os bezerros estão começando a melhorar de preço.
Alguns açougues que não trabalhavam com carne de búfalo identificada (antes vendiam como boi) estão começando a fazê-lo.
Eu acredito no poder do desejo do consumidor, por que aqui no Vale a cadeia da carne continuar desorganizada como
sempre foi mas a procura pelo búfalo esta aumentando.
Abraços
Pedro Paulo

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enviado 26-03-2008 15:02     Presione aquí para ver el perfil de Grupo Bovinos Carne     Editar/Eliminar Mensaje
Amigos bufaleros:

La experiencia colombiana, en una escala mucho mas baja que Brasil, nos
muestra que si no estamos organizados con un mismo objetivo podemos facilmante fracasar. Unos pocos pioneros se organizan,
establecen parametros de calidad (edad maxima, peso minimo, condicion corporal, etc.) consiguen compradores confiables que ofrezcan carne con buenos cortes,
madurada, empacada al vacio y consiguen un buen precio para su producto y
entonces aparecen aquellos que no se quisieron unir a los pioneros, ofrecen
sus animales por fuera de parametros, a menor precio, queriendo ser mas
"vivos" que los demas y con la intencion de sacar ventaja del trabajo de los
iniciadores y perjudican a todos.
Considero que se debe agrupar una cantidad de criadores que puedan tener
una oferta de animales de optima calidad y en cantidad suficiente para que
siempre exista oferta en un segmento del mercado y concentrarse en solo
algunos compradores que sean fieles y no compren bufalos por fuera del
grupo. La mala fama corre rapido y si algunos vendedores de carne ofrecen
un mal producto, quien sufre no es el vendedor de carne, es el bufalo, todo
el bufalo.
Es posible pero requiere mucho trabajo serio. Les deseo el mayor exito en
esta iniciativa.

Cordialmente
Ricardo Botero

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enviado 26-03-2008 15:06     Presione aquí para ver el perfil de Grupo Bovinos Carne     Editar/Eliminar Mensaje
Ronaldo, existe uma procura pela carne de búfalo, mas é pequena porque falta divulgação, e uma coisa que tenho notado
é que as pessoas não buscam produtos ligth ou mais saudaveis da mesma forma que buscam produtos saborosos, devemos começar a divulgação, mesmo que boca a boca, valorizando a maciez, sabor e suculência da carne de búfalo. Não recordo de propaganda dizendo que a mozzarella é saudavel e etc,
recordo de ser um produto nobre, fino... devemos agir dessa forma.
Com relação a quantidade de animais haverá um tempo para os produtores se prepararem e terem animais antes que falte produto, mas os produtores devem se preparar para isso. Um
ponto que bato bastante é na necessidade fugaz de ganhar muito dinheiro, não é por aí, não adianta torcer para faltar
animal e o preço subir e ninguém ter animal para vender (não adianta ter preço alto, ninguém terá receita) o que acontecerá é a entrada de especuladores no mercado jogando o
preço para tão baixo que os lucros obtido na fase do búfalo gordo não compensarão os prejuízos dessa fase de búfalos
magros.
Tratemos as fazendas como empresas e teremos sempre bons rendimentos.
SDS

Ricardo Martim

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