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Autor Tema:   engorde con caña de azucar
ariel ramirez
Miembro

Mensajes: 6
De:san luis del palmar, corientes, argentina
Registrado: Sep 2004

enviado 18-03-2005 23:41     Presione aquí para ver el perfil de ariel ramirez     Editar/Eliminar Mensaje
que informacion me podrian brindar con respecto a la suplementacion de terneros can caña de azucar, gracias

IP: Archivada

cabraljr
Moderador

Mensajes: 313
De:Governador Valadares-MG-Brasil
Registrado: May 2004

enviado 19-03-2005 08:31     Presione aquí para ver el perfil de cabraljr     Editar/Eliminar Mensaje
Caro Ariel,

Em regiões tropicais com estações basicamente divididas em duas, uma seca e outra chuvosa, a estratégia de suplementar o gado no período frio e seco, quando as forrageiras tropicais apresentam em maior ou menor grau uma diminuição de sua produção de MS ( sazonalidade ), é imprescindível para o sucesso da pecuária, quer seja de leite ou de corte.

As estratégias de suplementação são variadas e de efetividade e custo/beneficio também diferentes.

Uma das mais fáceis e baratas é a de diferimento de pastagem, quando em meados de fevereiro se veda um pasto ( preferencialmente de decumbens, ruziziense, brizanta, cynodons e outras estoloniferas - exceto a humidícola que tem valor nutricional muito baixo - ), de forma a permitir uma reserva de MS de material fibroso ( capim maduro ), erroneamente chamado "feno em pé", para que os animais possam consumi-lo a partir de junho/julho.

Pode-se usar também silagens dos mais variados tipos, que seriam em valores decrescentes de qualidade as de milho ( maiz ), sorgo, capim e cana; isso a um custo mais elevado. Há também a possibilidade de se suplementar com grãos e/ou farelos energético/proteicos, mas o custo seria inviável na maioria das situações.

Resta a tecnologia de suplementação de cana mais uréia, relativamente simples e de um bom custo/beneficio.

A cana de açucar é uma gramínea forrageira que apresenta certas caracteristicas que a diferem de todas as outras gramíneas: produz alta quantidade de MS, tem altos teores de CNEs ( carboidratos não estruturais ), no caso a sacarose, o seu colmo ( talo ) tem valor nutricional superior à suas folhas, melhora o valor nutricional com o passar do tempo, mantem a qualidade por longo período de tempo, tem baixos teores de fibra ( apesar de ser uma das fibras de menor digestibilidade dentre as gramíneas ), tem alto valor energético e baixo valor protéico ( 3 a 4 % ), e concentra sua produção justamente no período seco e frio do ano, quando as outras forrageiras tropicais apresentam um declinio na produção.

O maior problema de uso da cana na alimentação animal reside exatamente nos seus baixos teores de proteína, que se usada isoladamente, levaria a um desbalanço nutricional na dieta, com complicações metabólicas e acentuada perda de peso.

A sua utilização em associação com NNP ( nitrogênio não protéico ) à base de uréia ou amiréia - mix de uréia com uma fonte de amido extrusado/gelatinizado, tornado a liberação de amônia no rúmem supostamente mais lenta -, veio resolver seu déficite de "proteína".

Deve ser usada a uréia pecuária, que nada mais é que a uréia acrescida de uma fonte de enxôfre. No caso, usa-se 9 partes de uréia mais 1 parte de sulfato de amônio para se obter a "uréia pecuária".

A utilização da uréia no volumoso de cana, se dá no modelo clássico de 1%, ou seja, para cada 100 kg de cana fresca picada se acrescenta 1 kg de uréia, preferencialmente diluída em uns 10 litros de água, de forma a poder se misturar de forma uniforme na cana.

Este percentual não deve ser utilizado imediatamente, devendo os animais passarem por um período de adaptação à uréia, iniciando-se na primeira semana com 0,25%, segunda semana com 0,5%, terceira semana com 0,75% e finalmente 1% na quarta semana ( um produtor mais experiente e com controle técnico, poderá chegar até níveis de 1,5% com muita segurança, sem risco de intoxicação para os animais ).

Em média, um animal de 450 kg de peso vivo ( 01 UA ) consome cerca de de 20 a 24 kg de cana picada com uréia por dia, preferencialmente dividido em duas vezes ao dia.

Um motivo de grande debate entre técnicos é quanto ao tamanho da partícula da cana após picada; alguns recomendam que se faça uma verdadeira "moagem/pulverização" da cana, em particulas menores que 0,5 cm, o que permitiria que esta cana chegasse ao rúmem e tivesse apenas a sacarose aproveitada, já que o orifício de escape ruminal é de cerca de 0,5cm, fazendo com que esta fibra de pequeno diâmetro permaneça por muito pouco tempo no rúmem, não sendo "quebrada" pelos microorganismos rumináis, aumentando com isso a taxa de passagem, e teoricamente, a ingestão de volumoso. Eu, pessoalmente, por experiência própria, prefiro o tamanho de particula em torno de 0,8 a no máximo 1,2 cm, que permite uma degradação desta fibra, aproveitando-se a energia da mesma, e sem causar "embuchamento" ou diminuição do consumo de volumoso pelo animal; além do que, esta fibra melhorará o ambiente ruminal.

Cana com uréia NÃO deve ser dada a bezerros muito novos, pois seu trato digestivo funciona como se fossem monogástricos, e os microorganismos ruminais ( basicamente as bactérias ) que são quem se beneficiam do NNP transformando-o em proteina microbiana de alto valor biológico, ainda não colonizaram devidamente o rúmem, e portanto poderia haver uma intoxicação grave nestes animais pelo excesso de uréia.

A propósito, quando se suspeitar de que um animal esteja intoxicado por uréia, deve ser fornecido ao mesmo ( 01 UA - 450 kg de peso ) uma beberragem de 3 a 5 litros de vinagre ( ácido acético ) para neutralizar o excesso de amônia.

Talvez uma prática interessante, seja acrescentar nesta mistura de cana com uréia uma fonte de carboidrato de degradação mais lenta ( já que a sacarose é de degradação extremamente rápida no rúmem, em que pese a uréia também se degradar rapidamente em amônia, mas não tão rápido quanto a sacarose, o que poderia levar a um desbalanço energia/NNP, diminuindo a ação e produção dos microorganismos ruminais ); esta fonte poderia ser o amido na forma de milho/maiz ou sorgo moídos grosseiramente, ou raspa de mandioca, que apresenta uma degradação mais compatível com a uréia ) e talvez um pouquinho de proteina verdadeira, como farelo de soja, caroço de algodão, etc.

Há relatos de ganho de peso por animais suplementados da ordem de 300g/dia e produções de leite da ordem de 10 a 12 kg/animal/dia.

Espero ter contribuido de alguma forma.

Cordialmente,

Helio Cabral Jr

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jaime elizondo
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Mensajes: 19
De:tampico, tamps. mexico
Registrado: Jul 2004

enviado 28-07-2005 15:02     Presione aquí para ver el perfil de jaime elizondo     Editar/Eliminar Mensaje
ESTIMADO CABRAL.- TAMBIEN ESTOY SEMBRANDO CAÑA DE AZUCAR PARA SUPLEMENTAR EN EL INVIERNO A MIS VACAS LECHERAS. SON VACAS CRUZA DE JERSEY CON AFS ( AUSTRALIAN FRIESIAN SAHIWAL) LAS PRODUCCIONES NO SON MUY ALTAS, 12 LTS, PERO SUPLEMENTO MUCHO DEL ORDEN DE 5 A 10 KGS POR VACA POR DIA, LO QUE ME SALE MUY CARO. CREES QUE CON LA CAÑA/UREA PUEDA MANTENER ESTAS PRODUCCIONES BAJANDO LA CANTIDAD DE CONCENTRADO A UNOS 5 KGS POR VACA POR DIA?. TAMBIEN TENGO EL KINGRASS QUE PUEDO DAR DE CORTE EN EL INVIERNO PUES EN EL VERANO LO PASTOREO. GRACIAS JAIME

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cabraljr
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De:Governador Valadares-MG-Brasil
Registrado: May 2004

enviado 28-07-2005 22:32     Presione aquí para ver el perfil de cabraljr     Editar/Eliminar Mensaje
Caro Jaime,

A tecnologia de cana mais uréia ( uma cana de boa qualidade com um brix em torno de 17 ) é o suficiente para a mantença de uma vaca e a produção de de 4 a no máximo 5 litros de leite; acima deste patamar deve-se suplementar o animal com concentrados. Normalmente no período seco, quando as forrageiras estão com uma qualidade pior, a proporção de concentrado por litro de leite fica em torno de 1:2.

Ou seja, uma vaca produzindo 10kg/leite/dia teria 4kg/leite atendidos pela cana + uréia + pasto ( se houver algum ), e os 6 kg/leite excedentes deveriam ser "suplementados" por 3 kg de concentrados e/ou ração comercial.

Não é uma "receita de bolo", mas costuma funcionar bem para a maioria das situações. A relação custo/beneficio costuma ser favorável com este esquema, mas mesmo que haja uma pequena perda ( condições de mercado com o concentrado muito caro e o leite muito barato... ) ainda assim é recomendado seu uso, de vez que permitir que a vaca perca condição corporal e que isso traga implicação no intervalo entre-partos ( aumentando ), implica em prejuizos muito maiores!

Fique atento para que você não esteja suplementando seus animais de maneira excessiva, pois isto pode sair duplamente caro: o custo financeiro e o animal pode perder condição corporal ( isso mesmo! ), pois se houver um desequilibrio nutricional com excesso de proteína bruta ( proteína verdadeira e NNP ) na dieta, pode ocorrer o chamado "custo da uréia", já que o animal deve gastar muita energia para eliminar via urina o excesso de amônia circulante na forma de uréia!

Cordialmente,

Helio Cabral Jr

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jaime elizondo
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Mensajes: 19
De:tampico, tamps. mexico
Registrado: Jul 2004

enviado 29-07-2005 00:54     Presione aquí para ver el perfil de jaime elizondo     Editar/Eliminar Mensaje
ESTIMADO CABRAL.- ESTOY CHECANDO EL PH DE LA ORINA DE LAS VACAS CADA SEMANA, CUIDANDO QUE ESTE EN 7-7.5 DE MANERA QUE LA UREA EN LECHE ESTA BAJA (10) POR LO QUE LAS VACAS TIENEN BUENA SALUD, BAJA MASTITIS Y BAJO GABARRO ( PUDRICION DE PESUNAZ)PERO SI HEMOS TENIDO PROBLEMAS DE ACIDOSIS, AUNQUE TRATAMOS DE USAR CASCARILLA DE SOYA. DIGO QUE ES ACIDOSIS PUES LAS VACAS ESTABAN JADEANDO POR EL CALOR, PERO AHORA QUE BAJE EL CONCENTRADO A 5 KGS POR VACA ESTAN MAS TRANQUILAS, Y YA SE VAN A SECAR PARA PARIR EN 2 MESES MAS PUES TENGO EMPADRE CONTROLADO PARA QUE PARAN EN OTOÑO PARA LOGRAR UN MEJOR PRECIO POR LA LECHE, DE OTRA MANERA SE BATALLA MUCHO PARA VENDERLA. PERO TERMINO PRODUCIENDO LECHE EN LOS 4 MESES DE INVIERNO. LA VENTAJA ES QUE LA FERTILIDAD SUBE EN EL INVIERNO. CUALQUIER SUGERENCIA SE LA AGRADEZCO DE ANTEMANO. JAIME

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cabraljr
Moderador

Mensajes: 313
De:Governador Valadares-MG-Brasil
Registrado: May 2004

enviado 29-07-2005 07:12     Presione aquí para ver el perfil de cabraljr     Editar/Eliminar Mensaje
Talvez, acrescentar 1,5% da MS da dieta em calcário calcítico também ajude no tamponamento da acidose ruminal...

Cordialmente,

Helio Cabral Jr

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