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Autor Tema:   Búfalos: Comentarios sobre aftosa
Grupo Búfalos
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enviado 11-11-2005 17:44           Editar/Eliminar Mensaje
Meu prezado
Não tem nada que ver uma coisa com a outra. Parasito e vírus da aftosa são
coisas tão diferentes quanto é a água do vinho. Os animais com idade acima
de dois anos são realmente bastante imunes contra as parasitoses
gastrintestinais. Até onde se sabe, entretanto, contra o virus da aftosa
não existe idade para tornarem-se imunes. Já disse, e vou repetir, "devemos
parar de pensar que o búfalo é imune ao virus
da aftosa porque ele não é. O que ocorre que por tratar-se de um animal
mais rústico, mesmo doente, ele geralmente não apresenta sintomas". Vamos
portanto vacinar,
vacinar e vacinar.
Hugo Didonet Lau
Méd. Vet. PhD
Embrapa Amazônia Oriental.

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Grupo Búfalos
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enviado 11-11-2005 17:46           Editar/Eliminar Mensaje
Caros amigos,

Pela experiência que tive , como Técnico da ABCB, concordo emtudo com Dr. Hugo Didonet Láu, em
grau, espécie e n°, porque visitei vários Criadores em todo o Brasil.... e realmente os Bubalinos não
sofrem ou nos passa desapercebido, os Sintomas característicos da Aftosa, tanto nosBovinos, como
nos Ovinos, que logo transparecem os Sintomas. Não sabemos nem se são os mesmos tipos de virus,
porque não há estudos no Brasil, sobre esse assunto. Simplesmente, não pode se deixar de vacinar os
Bubalinos, por acreditar que são imunes aos efeitos antieconômicos causados nos Bovinos, etc.
pois, eles podem ser portadores e transmissores, resistentes, o que seria muito pior para a
Bubalinocultura. Então...VAMOS VACINAR.
Dante Valentini Neto

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Grupo Búfalos
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enviado 11-11-2005 17:48           Editar/Eliminar Mensaje
Caro Dr.Hugo,

No momento, vacinar, vacinar e vacinar não garante aos pecuaristas nacionais
uma reposição adequada dos enormes prejuízos sofridos desde o surgimento do
primeiro foco da doença no Mato Grosso do Sul.

Entenda bem que em momento algum estamos defendendo a idéia de que os
búfalos, apesar da indiscutível menor vulnerabilidade à doença e os demais
animais de casco fendido não precisam ser vacinados. Longe disso.

Mas vacinar, vacinar e vacinar da forma burocrática com vem sendo feito há
muitos anos no Brasil não foi, não é e não será jamais minimamente eficaz
para garantir à agropecuária nacional a condição de país livre de aftosa com
vacinação.

Aliás, como afirma o Migliorini, apesar de ser mais provável que um búfalo
eficazmente vacinado esteja melhor protegido contra a doença do que um
bovino também eficazmente vacinado, ambas as espécies continuam sob o
inexorável risco de contraírem essa virose.

Mas indiscutivelmente a questão a ser discutida está na garantia de que o
vacinar, vacinar e vacinar recomendado pelo amigo seja executado com
eficácia e atinja 100 % do rebanho nacional.

Acompanhei pessoalmente dezenas de vacinações executadas na minha fazenda e
em outras de vizinhos e amigos aqui da minha região e todas as vezes em que
a vacina não foi aplicada pelo Responsável Técnico da propriedade o risco de
perda significativa da garantia de imunização era brutal, por exemplo, por
manutenção dos frascos a céu aberto durante horas e horas da aplicação,
emprego de agulha única em centenas de animais, animais que escapavam da
vacinação na hora em que estavam sendo fechados no curral e por aí afora.

Veja que eu não estou na região da fronteira seca com o Paraguai, mas sim na
região de Jundiaí, a 80 km de São Paulo...

Acho muito estranho recomendar-se obrigatoriamente a vacinação exigindo
entretanto simplesmente do proprietário do rebanho o envio da declaração de
vacinação acompanhada da Nota Fiscal de aquisição da vacina.

Entendo que devemos almejar, trabalhando com inteligência e
responsabilidade, a erradicação da aftosa e de outras zoonoses importantes,
para que possamos assegurar qualidade e segurança alimentar a todos os
compradores dispostos a remunerar bem os nossos produtos de origem animal.

Afinal de contas, ao que me consta a Austrália já alcançou esse status em
meados do século passado e Santa Catarina, por alguma razão técnica que como
leigo eu não consigo entender tem garantida a condição de região livre de
aftosa "SEM VACINAÇÂO".

Roberto

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Grupo Búfalos
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enviado 11-11-2005 17:51           Editar/Eliminar Mensaje
Caro Roberto
Se tu tiveres outra opção de imunização em massa do reanho brasileiro, que
não seja a vacinação, informe ao MAPA. Eu não conheço nenhuma.Quanto ao
Estado de Santa Catarina estar livre da aftosa "Sem vacinação" é porque
naquele Estado, como no Rio Grande do Sul, a vacinação começou cerca de 30
anos atrás, inclusive eu fiz parte da equipe pioneira de vacinação em SC.
Lá, como no RS existia muita aftosa. Como eles conseguiram ficar o tempo
determinado pela OIE (12 anos, se não me falha a memória), sem nenhum caso
de aftosa, COM VACINAÇÃO,passaram ao status de região livre da aftosa SEM
VACINAÇÃO.Como houve aftosa no RS, uns tempos atrás, esse Estado perdeu o
estatus de livre da aftosa SEM VACINAÇÃO, pois teve de vacinar, e passou a
ser considerado livre da livre da aftosa, "COM VACINAÇÃO".Ele deverá passar
um certo tempo sem aftosa, para passar para o antigo status novamente
(livre de aftosa sem vacinação). Gostaria de deixar bem claro que isso não
foi eu que inventei e sim os organismos internacionais que lidam com essa
doença. Quanto a Austrália, assim como os Estados Unidos, Inglaterra,
França, e outros paízes da Europa ,todos já estão livre da Aftosa SEM
VACINAÇÃO, pelos mesmos motivos que Santa Catarina. Caso haja aftosa lá, e
eles tiverem que vacinar novamente, eles tornam a passar para o ao status
de livre da Aftosa COM VACINAÇÃO, novamente. Claro que eles não querem
isso. Portanto vamos vacinar, vacinar e vacinar. E de maneira bem feita, ou
seja, todos os animais sem excessão, vcina bem conservada e aplicação bem
feita, com agulha e via de aplicação apropriada. Como se fosse uma
vacinação em nossos filhos. Se é para fazer mal feito e melhor nem fazer.

Hugo Didonet Láu
Méd. vet. Pesquisador
Embrapa Amazônia Oriental

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Grupo Búfalos
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enviado 11-11-2005 17:52           Editar/Eliminar Mensaje
Caro Dr.Hugo,

Como eu sempre tenho colocado, entendo que a única opção de imunização em
massa do rebanho brasileiro é com "vacinação funcional e segura".

O Mapa, através da Embrapa principalmente, deveria estar pesquisando e
implementando há muito tempo um projeto racional que viabilize em primeiro
lugar essa imunização em massa para que em 12 anos (se você não estiver
enganado) o Brasil chegue à condição de País Livre da Aftosa, sem vacinação.

Como gestor de agronegócios e pecuarista eu já me contento com a condição de
"Livre de Aftosa com vacinação", mas de fato e não apenas até o surgimento
do próximo foco.

Desculpe, mas acho absolutamente irracional as Agências de Defesa
Agropecuária deixarem a responsabilidade da vacinação nas mãos do criador e
satisfazerem-se com uma declaração do proprietário com cópia da Nota Fiscal
de compra da vacina que depois de devidamente totalizada pelos burocratas de
plantão nas repartições públicas passam a compor as estatísticas anuais que
informam o sucesso da campanha por ter atingido 80% do rebanho.

Talvez, um começo de solução para o problema seja tornar obrigatória a
execução da vacinação à campo exclusivamente por técnicos credenciados no
Mapa (ou nas Secretarias de Agricultura Estaduais), inclusive com o emprego
de estudantes de ciências agrárias nos dias de vacinação.

A única certeza que eu tenho é de que não dá para ficarmos estáticos
exigindo o agora sugerido por você de "bem vacinar, bem vacinar e bem
vacinar, ou então é melhor não vacinar".
Roberto

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Vanessa Morais
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enviado 09-04-2011 22:57           Editar/Eliminar Mensaje
Olá pessoal, sou estudante do curso de zootecnia. Estou fazendo um seminário sobre aftosa em bubalinos e os comentarios sobre o assunto são todos bons, serão de grande proveito para meu trabalho.
Abraço!

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